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Centeno fora da corrida a vice do BCE, croata Vujcic eleito

Governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic, será o número dois de Christine Lagarde, com o leste europeu a ganhar assim um lugar na comissão executiva da autoridade monetária do euro.

Mário Centeno está fora da corrida à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), tendo sido uma das quatro candidaturas retiradas no processo de votação para a escolha do sucessor de Luis de Guindos na reunião do Eurogrupo que decorre nesta segunda-feira que acabou disputada entre Croácia e Finlândia, com a escolha final dos governos do euro a recair no croata Boris Vujcic.

Centeno garante transparência no negócio da sede do Banco de Portugal
Centeno garante transparência no negócio da sede do Banco de Portugal

A informação foi avançada pela agência Bloomberg, segundo a qual saíram da corrida o candidato português, assim como o letão Martins Kazaks, tal como Centeno indicado pelo Parlamento Europeu para o lugar. Os candidatos da Estónia, Madis Muller, e da Lituânia, Rimantas Sadzius, também ficaram fora, com Oli Rehn, pela Finlândia, e Boris Vujcic, da Croácia, no lote final de candidatos.

A desistência de Centeno ocorre depois do ex-ministro das Finanças português, antigo presidente do Eurogrupo e ex-governador do Banco de Portugal ter admitido a falta de "alinhamento" entre os grandes países do bloco da moeda única como um dos obstáculos à sua escolha, em declarações ao jornal Público, ao mesmo tempo que considerava que a "fragmentação política" vivida na Zona Euro também colocaria obstáculos a que os governbos nacionais coincidissem com a indicação dada pelos eurodeputados.

Também à entrada para a reunião do Eurogrupo, ao início da tarde, o ministro das Finanças, Joaquim MIranda Sarmento, antecipava já uma "eleição muito difícil" para Mário Centeno. "O próprio Mário Centeno já o disse. Esta é uma eleição muito difícil. São seis candidatos. O lugar foi ocupado por um português até há oito anos (Vítor Constâncio) e há equilíbrios regionais que são considerados", afirmou.

Além de Vítor Constâncio, ocuparam já igualmente o cargo outros dois representantes dos países do Sul da Europa: o grego Lucas Papademos e, nesta última fase, o espanhol Luis de Guindos, que está de saída.