Ministro das Finanças assegura que falou com todos os colegas - com exceção daqueles que têm candidatos - para influenciar a decisão do Eurogrupo.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, antecipa para Mário Centeno uma "eleição muito difícil" na candidatura à vice-presidência do Banco Central Europeu, que vai nesta segunda-feira a votos em reunião do Eurogrupo.
Joaquim Miranda SarmentoOlivier Hoslet/EPA
"O próprio Mário Centeno já o disse. Esta é uma eleição muito difícil. São seis candidatos. O lugar foi ocupado por um português até há oito anos (Vítor Constâncio) e há equilíbrios regionais que são considerados", indicou em resposta aos jornalistas à entrada para a reunião dos ministros das Finanças dos 21, ao início da tarde.
Sarmento recordou ainda que, além de Vítor Constâncio, ocuparam já igualmente o cargo outros dois representantes dos países do Sul da Europa: o grego Lucas Papademos e, nesta última fase, o espanhol Luis de Guindos, que está de saída. Ao mesmo tempo, Estónia, Letónia e Lituânia fizeram saber que entendem que os países do Báltico devem estar representados na comissão executiva da autoridade monetária do euro, em carta endereçada aos homólogos, sendo que das maiores economias - França, Alemanha e Espanha - não veio a indicação de qualquer favorito.
Mário Centeno, recorde-se, foi um de dois nomes indicados pelo Parlamento Europeu, juntamente com o letão Martins Kazaks, mas o ex-governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças português reconheceu não haver "alinhamento dos países grandes" e que a "fragmentação política" na área do euro dificulta também posições de acordo entre eurodeputados e governos nacionais.
Da parte do Governo português, Miranda Sarmento quis assegurar aos jornalistas que todas as diligências para apoiar Centeno foram feitas. "A partir do momento em que a candidatura foi apresentada, iniciámos um conjunto de esforços. Eu falei com todos os meus colegas ministros das Finanças, com exceção dos cinco que também têm candidatos, e que obviamente votarão no seu próprio candidato. Falei com todos, alguns deles várias vezes. Sensibilizei-os para esta candidatura. Esse esforço faz-se nos bastidores da diplomacia", garantiu.
BCE: Sarmento antecipa "eleição muito difícil" para Centeno
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