As contas da empresa foram afetadas por um ajuste de 624 milhões de euros, que teve de ser registado devido à depreciação do dólar face ao euro, e por outro de 188 milhões de euros devido à integração dos ativos da Spirit.
A Airbus registou lucros recorde de 5.221 milhões de euros no ano passado, mais 23% do que em 2024, num exercício marcado pelo aumento das entregas de aviões civis, apesar das dificuldades com alguns fornecedores, anunciou o grupo.
Airbus reregistou lucros recordeAP
O resultado operacional bruto também atingiu níveis recorde, com um aumento de 15%, para 6.082 milhões de euros, e, em termos ajustados, de 33%, para 7.128 milhões, enquanto o volume de negócios subiu 6%, para 73.420 milhões de euros, acrescentou o grupo, em comunicado.
As contas da empresa foram afetadas por um ajuste de 624 milhões de euros, que teve de ser registado devido à depreciação do dólar face ao euro, e por outro de 188 milhões de euros devido à integração dos ativos da Spirit.
Para os resultaram também pesaram outras provisões menores: uma de 105 milhões de euros pelo plano de adaptação da força de trabalho da divisão de defesa e espaço e outra de 73 milhões pelo programa de transporte militar A400M, que é montado em Sevilha.
Precisamente em relação ao A400M, a Airbus conseguiu, no final do ano, o compromisso de Espanha e França para fixar prazos de entrega de aeronaves suplementares, a fim de garantir o funcionamento da linha de montagem em Sevilha até 2030.
Contudo, a empresa reconheceu que, face à incerteza sobre novas encomendas (não houve nenhuma em 2025), continua a analisar o impacto sobre as atividades de fabrico deste programa.
Se analisarmos os resultados por divisão, a de aviões comerciais, que é de longe a maior, viu o seu resultado operacional bruto cair 11 %, para 4.555 milhões de euros, devido essencialmente à depreciação do dólar, isto apesar de o volume de negócios ter progredido 4 %, para 52.577 mil milhões.
A divisão de helicópteros melhorou o resultado operacional bruto em 17%, para 953 milhões de euros, e, sobretudo, a divisão de defesa e espaço, que em 2024 teve de fazer uma provisão de 1.300 milhões, saiu do vermelho e obteve 639 milhões euros.
No ano passado, a Airbus registou um pacote recorde de encomendas, no valor de 123.261 milhões de euros em todas as suas divisões, claramente superior ao volume de negócios.
Paradoxalmente, a carteira de encomendas no final de 2025, de 618.824 milhões de euros, era 2% inferior em valor à que a empresa tinha um ano antes, devido ao efeito da depreciação do dólar.
O diretor executivo da empresa, Guillaume Faury, falou de "resultados financeiros recorde" e disse que, para este ano, a Airbus espera continuar a aumentar ainda mais a entrega de aviões comerciais (passando de 793 para cerca de 870), assim como o resultado operacional bruto ajustado, para cerca de 7.500 milhões de euros.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.