Projetos assinados em Sines abrangem mobilidade elétrica, química, agroalimentar e indústria extrativa e contam com 699,7 milhões de euros de incentivos públicos
A AICEP formalizou esta terça-feira, em Sines, contratos de investimento que totalizam 3.077 milhões de euros e preveem a criação de 2.336 novos postos de trabalho, dos quais 643 altamente qualificados, segundo o Ministério da Economia e da Coesão Territorial.
Projeto da CALB para SinesDR
A cerimónia contou com a presença do primeiro-ministro e do ministro da Economia e da Coesão Territorial e envolveu seis empresas – CALB, Everbio, Lift One, Savannah Lithium, Topsoe Battery Materials e United PetFood – com projetos distribuídos pelos setores da mobilidade elétrica, saúde, químico e petroquímico, agroalimentar e indústria extrativa.
O conjunto dos contratos inclui um incentivo contratualizado de 699,7 milhões de euros, ao abrigo de diferentes instrumentos do sistema de incentivos. Quatro dos seis projetos resultam de candidaturas ao Sistema de Incentivos a Investimentos em Setores Estratégicos, representando 2.132 novos postos de trabalho, 608 dos quais altamente qualificados. Dois desses projetos — da CALB e da Topsoe Battery Materials — serão implementados em Sines, reforçando o posicionamento do porto e da zona industrial como polo de atração de investimento industrial intensivo em capital e tecnologia.
Os restantes dois contratos decorrem de candidaturas ao Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva, prevendo a criação de 204 postos de trabalho, 35 dos quais qualificados, em várias regiões do país.
No discurso de abertura da cerimónia, a presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, sublinhou que os projetos agora contratualizados representam “um voto de confiança no País” e no seu potencial de crescimento sustentável, num contexto internacional marcado por elevada concorrência pelo investimento. A responsável destacou ainda o papel do Governo, do programa COMPETE e das autarquias na criação de um enquadramento “competitivo, estável e previsível”, essencial para a concretização de projetos estruturantes.
A presidente da agência salientou também a importância da articulação entre entidades públicas e privadas, nomeadamente ao nível do licenciamento, das infraestruturas, das acessibilidades e do fornecimento de água e energia, considerando essa coordenação determinante para transformar intenções de investimento em projetos industriais plenamente operacionais.
Madalena Oliveira e Silva recordou ainda que 2025 foi um ano recorde na captação de investimento acompanhada pela AICEP, com contratos que totalizaram 3.580 milhões de euros, apoiados por 803 milhões de euros de incentivos, e que corresponderam à criação de mais de 6.600 postos de trabalho, cerca de 20% dos quais qualificados.
Segundo a AICEP, esses projetos deverão gerar um volume de negócios anual de 3.023 milhões de euros, equivalente a cerca de 1% do PIB, e 2.584 milhões de euros em exportações, representando 3,4% das exportações nacionais de bens, além de um impacto significativo ao nível da produtividade.
AICEP fecha contratos de 3.000 milhões e garante 2.336 empregos
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