Suécia anuncia redução dos impostos sobre os combustíveis
Caso obtenha luz verde do parlamento, a medida entrará em vigor a 1 de maio e aplicar-se-á até ao final de setembro.
A Suécia vai reduzir temporariamente os impostos sobre a gasolina e o gasóleo para fazer face à subida vertiginosa dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente, anunciou esta segunda-feira o Governo de Estocolmo.
Caso obtenha luz verde do parlamento, no qual a coligação governamental de centro-direita detém maioria, a medida entrará em vigor a 01 de maio e aplicar-se-á até ao final de setembro.
A redução será, numa primeira fase, alinhada com o nível mínimo de imposto exigido pela União Europeia (UE).
"Todos os partidos devem reconhecer que o que se passa no Médio Oriente e no resto do mundo está a colocar a economia sueca sob forte pressão", declarou o primeiro-ministro, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa.
A descida do imposto traduzir-se-á numa redução de uma coroa (0,09 euros) por litro de gasolina e de 0,4 coroa por litro de gasóleo. Se necessário, o Governo pedirá autorização à Comissão Europeia para reduzir ainda mais estes impostos.
Por outro lado, serão também propostas subvenções às famílias para compensar a subida dos preços da eletricidade, indicou o executivo.
Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.
"Ter automóvel é necessário em muitas partes do país", sublinhou Jimmie Akesson, líder do partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), que apoia o Governo de direita.
"Reduzir os custos do combustível é também uma medida que contribui para travar a inflação, e essa é outra razão para o fazer", acrescentou o político, na conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro Kristersson.
O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios. Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.
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