Petróleo e gás 'afundam' depois de Trump adiar por 5 dias ataques à energia do Irão
O Brent chegou a estar a negociar esta manhã nos 114,43 dólares por barril, mas afundou 14,4% - para 96 dólares - assim que os EUA anunciaram este adiamento. A diferença entre o máximo e o mínimo desta sessão está assim nos 18 dólares.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono para adiar durante cinco dias a ofensiva militar contra centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas, levando a que os mercados reagissem de imediato.
O ultimato feito por Trump terminava esta noite, pelas 23h45 de Lisboa, mas o chefe da Casa Branca recuou.
Trump tinha dito no sábado à noite que o Irão deveria “abrir totalmente” o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, sob pena de ver as suas centrais elétricas bombardeadas. Mas hoje Teerão respondeu, advertindo que atacaria infraestruturas-chave ligadas à energia, em todo o Médio Oriente, caso o republicano levasse a cabo a sua ameaça – o que levou as cotações do petróleo a subirem ainda mais.
No entanto, com o anúncio deste adiamento por parte de Trump, os preços do crude, que estavam a superar os 100 dólares em Londres e Nova Iorque, já caem mais de 10%. Em contrapartida, as bolsas estão a disparar.
O Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a mergulhar 10,95% para 99,90 dólares por barril, depois de ter chegado a cair 14,43% (para 96 dólares) assim que a notícia foi difundida num post na rede Truth Social.
Já o West Texas Intermediate, “benchmark” para os Estados Unidos, recua 10,41% para 88,08 dólares. Assim que a informação foi veiculada, chegou a afundar 13,95% para 84,37 dólares.
Por seu lado, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF (Title Transfer Facility) – “hub” em Amesterdão – , estava a valorizar 6,10% (nos 62,06 euros por megawatt-hora) e cai agora 5,99% para 55,71 euros MWh.
No que toca às bolsas, na Europa as principais praças já inverteram para terreno positivo – e o mesmo acontece com os futuros em Wall Street.
No Velho Continente, o índice de referência Stoxx 600 já tinha mesmo entrado em território de correção (quando se perde mais de 10% desde o último máximo) e está agora a somar 1,70% para 583,03 pontos.