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Paga para escolher lugar ou reclinar o banco? Conheça as taxas mais abusivas cobradas pelas companhias

Luana Augusto 28 de outubro de 2025 às 19:15

Ryanair continua a ser uma das companhias aéreas que mais cobra por serviços básicos.

Já alguma vez teve de pagar para reclinar o seu assento no avião ou manter o lugar do meio vazio? Há muito que companhias aéreas como a Ryanair e a Wizz Air são conhecidas por cobrarem serviços que antes eram considerados básicos -  aumentado significativamente o custo final das viagens. Agora, a AirAdvisor, a plataforma global de apoio aos consumidores do setor aéreo, enumera as 10 taxas mais abusivas impostas pelas empresas de aviação este ano.

Avião da Ryanair

1. Pagar para reclinar o banco

A WestJet fez uma atualização recente da cabine das aeronaves Boeing 737 MAX e 737-800. A maioria dos assentos da classe económica têm agora encostos fixos, pelo que se quiser uma inclinação mínima precisa de fazer um upgrade para "Extended Comfort" ou "Premium", o que implica pagar mais.

2. Nada de bagagens de mão

A classe "económica básica" da United Airlines pode até parecer bastante barata, mas tem um senão: não são permitidas bagagens de mão. Os passageiros que levaram uma mala na mão serão obrigados a despachá-la na porta de embarque e a pagar uma taxa adicional de cerca de €21 por cada trajeto.

3. Manter lugar do meio vazio

Se antes a sorte costumava ditar se o assento do meio ficava vazio, agora companhias aéreas como a Frontier vendem este espaço. Também a Eurowings e a Lufthansa oferecem a opção de "vizinho gratuito".

4. Check-in só no telemóvel

Pode-se dizer que esta é já uma velha conhecida dos passageiros que por norma recorrem à Ryanair e à Wizz Air. O melhor será não se esquecer fazer o check-in online antes de chegar ao aeroporto, até porque se o quiser fazer ao balcão poderá ter que desembolsar €55.

Já se precisar de reimprimir o seu cartão de embarque poderá contar com uma cobrança de €20. A Ryanair já prometeu, no entanto, reduzir esta taxa de reimpressão até ao final de 2025.

5. Pagar para se sentar ao lado do filho

Mais uma vez a Ryanair volta a dar que falar. Segundo a AirAdvisor, um pai que queira viajar com uma criança menor de 12 anos terá de pagar custos adicionais para se sentarem lado a lado. Trata-se, assim, de um "truque de pais".

6. Taxas para alterar o nome no bilhete

Enganou-se a digitar o seu nome quando comprou a viagem? Isso pode custar caro. A Ryanair cobra até €160 por uma correção de nome. O mesmo acontece com a EasyJet, que também cobra taxas para alterações completas de nome, a não ser que o erro seja pequeno, ou seja, até três caracteres.

7. Pagar para escolher o lugar

Se quiser escolher um lugar em companhias como a British Airways ou a Easyjet, ou até mesmo evitar o temido lugar do meio, o melhor será preparar a carteira.

8. Taxas para evitar filas

O que costumava ser uma cortesia do aeroporto agora é mais uma fonte de lucro para as companhias aéreas. A Ryanair, por exemplo, comercializa o chamado "Fast Track" - uma forma de evitar filas e de chegar rápido à zona de embarque. Em grandes aeroportos como Dublin e Manchester estas condições são vendidas diretamente aos viajantes. Segundo a AirAdvisor, em dias de maior afluência até pode valer a pena, mas em dias tranquilos pode traduzir-se em mais uma despesa.

9. Reservar voos por telefone sai mais caro

Enquanto a maioria dos passageiros reserva viagens através de plataformas online, há quem o decida fazer ao ligar para o serviço de apoio cliente, no entanto, esta ajuda pode custar muito mais do que imagina. Algumas companhias aéreas cobram uma taxa extra de até €30.

10. Passageiros de maior porte têm de comprar assento adicional

Algumas das principais companhias aéreas dos Estados Unidos, nomeadamente a United, a American e a Southwest, exigem que os passageiros de maior porte comprem um assento adicional. Face às várias críticas, a Southwest passou a reembolsar este custo após o voo.

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