A instância máxima do futebol europeu mantém as críticas mesmo após Infantino ter desistido de abrir as competições de futebol a grandes investidores privados. E acusa o presidente da FIFA de ter falhado em todas as promessas feitas.
A UEFA anunciou este sábado que Gianni Infantino perdeu a confiança do organismo que tutela o futebol europeu, poucas horas depois de o presidente da FIFA ter recuado na proposta de entrada de investidores privados.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, com Aleksander Ceferin, presidente da UEFA (fevereiro de 2024)Christophe Ena
“A atual liderança da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, como também a de muitos outros membros da família do futebol”, refere a UEFA em comunicado, lembrando as promessas de Infantino quando foi eleito.
A UEFA manteve o tom crítico e recuou no tempo para recordar que Infantino, ao ser eleito em 2016, tinha prometido transparência e garantido que o dinheiro do organismo máximo do futebol serviria para o desenvolvimento da modalidade
“O dinheiro da FIFA é o vosso dinheiro. Não é o dinheiro do presidente da FIFA. É o vosso dinheiro. Vocês são as associações nacionais e o dinheiro da FIFA tem que servir para o desenvolvimento do futebol e nada mais”, citou a UEFA.
Um recuo no tempo, para a UEFA dizer agora que o presidente da FIFA “falhou” em todas as promessas que fez.
“Em relação a ambas as promessas, falhou. O acordo obscuro, feito nos bastidores e sem transparência, que arquitetou e tentou impor, foi tudo menos transparente. E com reservas superiores a cinco mil milhões de dólares, também falhou a utilização do dinheiro das associações em benefício do futebol”, disse a UEFA.
Na mesma nota, a instância máxima do futebol europeu diz querer “começar a utilizar o dinheiro que está parado na conta bancária da FIFA para dar o impulso inicial que o futebol de formação e o futebol em geral necessitam em cada um dos 211 países membros na FIFA”.
A UEFA adianta querer agora trabalhar com as outras confederações mundiais para refletir sobre o que se passou e garantir que esta situação não se repete, agradecendo ainda a todas as federações, primeiros-ministros e chefes de estado que demonstraram que “o futebol não está à venda”.
“Esta é uma vitória para todo o futebol, mas não pode ser o fim da história. A proposta caiu. A tarefa de reconstruir a confiança na FIFA está apenas a começar”, finalizou.
Infantino pretendia criar uma empresa, a FIFA Forward Enterprise (FFE), aberta a investidores privados (com uma participação minoritária, até 20%), entre os quais um irmão do genro de Donald Trump, para gerir as atividades comerciais e de eventos da instância do futebol mundial.
Já este sábado de madrugada, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, revelou que desistiu do projeto. "Depois de ter ouvido atentamente todos os pontos de vista, tornou-se claro que o projeto criou divisões (...), que já não servem o objetivo inicial", reconheceu num comunicado Gianni Infantino, que se encontra numa posição fragilizada após a recente demissão do seu conselheiro principal, Carlos Cordeiro.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.