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Recorde de defesas de Eloy Room sela empate entre Curaçau e Equador no Mundial

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Guarda-redes fechou a setechaves a baliza dos caribenhos.

O estreante Curaçau valeu-se no sábado de 15 defesas do guarda-redes Eloy Room para empatar 0-0 com o Equador, na segunda jornada do Grupo E do Mundial2026 de futebol, e garantir um inédito ponto na história da prova.

Eloy Room, guarda-redes de Curaçau, foi o herói da partida
Eloy Room, guarda-redes de Curaçau, foi o herói da partida AP

No Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos, nenhuma equipa foi capaz de desbloquear o marcador, apesar do amplo domínio dos sul-americanos, que enquadraram 15 remates em 28 tentados e viram o guarda-redes caribenho estabelecer o recorde de paradas nesta edição.

Na história dos Mundiais, e desde que a FIFA começou a contabilizar essa estatística, em 1966, a marca de Eloy Room só fica atrás das 16 defesas feitas por Tim Howard em 2014, quando os Estados Unidos perderam frente à Bélgica nos oitavos de final (2-1), com recurso ao prolongamento.

Equador e Curaçau vinham de derrotas frente à Costa do Marfim (1-0) - a única da 'tricolor' nos 20 jogos anteriores - e à tetracampeã Alemanha (7-1), respetivamente, e somam um ponto cada, contra seis dos germânicos, já qualificados para os 16 avos de final e com o primeiro lugar da 'poule' assegurado, numa ronda em que derrotaram os africanos (2-1), com três.

Ciente de que uma derrota o eliminava, o Equador começou ao ataque e cercou a área contrária, mas o capitão Enner Valencia (três e 20 minutos), John Yeboah (12 e 42) e Gonzalo Plata (16 e 28) deram o mote para uma exibição imponente de Room, ao passo que Pedro Vite atirou ao lado (14).

País com menor população e área em fases finais, Curaçau raramente se soltou ofensivamente na primeira parte e só ameaçou com um pontapé para fora de Sherel Floranus (oito minutos), mantendo o 'nulo' ao intervalo.

Os sul-americanos aceleraram no regresso dos balneários, mas Room, de 37 anos, continuou intransponível perante Moisés Caicedo (50 minutos), Plata (59), Valencia (61 e 65) e Kevin Rodríguez (66), num misto entre defesas de qualidade do guarda-redes e imprecisão dos que rematavam.

Contra a tendência unidirecional do desafio, os caribenhos estiveram perto de surpreender, não tivesse Hernán Galíndez negado um par de investidas quase sucessivas de Leandro Bacuna e Livano Comenencia (60 minutos), sendo que Rodríguez ainda susteve o disparo de Jürgen Locadia a seguir.

Curaçau voltaria a testar Galíndez por Juninho Bacuna (74 minutos), mas, com as substituições e a urgência de vencer, o Equador lançou-se de novo na direção da baliza de Room, seguro a opor-se a Nilson Angulo (72) e Vite (80), por entre um remate de Yeboah por cima (74), mais uma tentativa de Valencia (85) e uma derradeira finalização de Ángelo Preciado à barra (89).

Jogo no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos.

Equador-Curaçau, 0-0.

Equipas:

- Equador: Hernán Galíndez, Alan Franco (Ángelo Preciado, 83), Willian Pacho, Piero Hincapié, John Yeboah (Jordy Caicedo, 89), Moisés Caicedo, Jordy Alcívar (Kevin Rodríguez, 46), Pedro Vite, Pervis Estupiñán (Nilson Angulo, 71), Enner Valencia e Gonzalo Plata.

Selecionador: Sebastián Beccacece.

- Curaçau: Eloy Room, Joshua Brenet, Juriën Gaari, Armando Obispo, Sherel Floranus, Deveron Fonville (Roshon van Eijma, 75), Tahith Chong (Jearl Margaritha, 75), Livano Comenencia (Godfried Roemeratoe, 83), Leandro Bacuna, Juninho Bacuna (Kenji Gorré, 75) e Jürgen Locadia (Gervane Kastaneer, 83).

Selecionador: Dick Advocaat.

Árbitro: Ning Ma (China).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Jordy Alcívar (38), Leandro Bacuna (39), Juninho Bacuna (53), Livano Comenencia (56), Juriën Gaari (75) e Gervane Kastaneer (90+1).

Assistência: 68.598 espetadores.