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Federação de karaté acusa demissionários técnicos do kumite de violarem regulamentos

A SÁBADO já tinha noticiado a demissão dos técnicos por alegada “ingerência” da direção da federação nas convocatórias.

A Federação Nacional de Karaté - Portugal (FNK-P) desvalorizou esta sexta-feira a do quarteto técnico da seleção de kumite em vésperas do Europeu, considerando que o mesmo tem violado persistentemente os regulamentos.

Técnicos de kumite acusados de violar regulamentos da federação de karaté
Técnicos de kumite acusados de violar regulamentos da federação de karaté Mariline Alves/Sábado

"Aqui não há separações, nem nenhuma ingerência em qualquer tipo de trabalho do corpo técnico. Há diretrizes da direção. Como é normal em qualquer organismo, a direção dirige e é para isso que fomos eleitos e estamos a tentar fazê-lo da melhor forma possível", explicou José Chagas, vice-presidente da FNK-P.

Em declarações à Lusa, o dirigente comentava a demissão, em bloco, dos técnicos Estevão Trindade, Filipe Fernandes, Nuno Moreira e Paulo Azevedo, que acusaram a direção de "coação" e "pressão" na elaboração das convocatórias, considerando que isso afeta a sua "liberdade" para realizar a sua função com "isenção e profissionalismo".

"Cabe aos selecionadores, de acordo com o ranking e com o regulamento de seleções, escolher as melhores para representarem Portugal. É tarefa e competência deles. Nós não podemos interferir. Desde que cumpram o regulamento em vigor, nós direção só temos de aceitar", explicou.

José Chagas, que tem substituído o presidente Carlos Silva, a contas com problemas de saúde, revelou, no entanto, que, "desde a primeira convocatória", o corpo técnico não tem respeitado as diretrizes da direção, contrariando-as, situação que até pode criar problemas jurídicos.

"Decidiram contrariar as indicações da direção, escolhendo os atletas que queriam (...) e a única coisa que sempre referimos é que temos em vigor um ranking e um regulamento de seleções que, bem ou mal, é o que está aprovado e, como tal, tem de ser cumprido. Eles não o cumpriram, não seguiram as diretrizes e acharam que o melhor caminho era pôr o lugar deles à disposição, cessando as funções com a FNK-P", contou.

Insistiu que esse "incumprimento" com o regulamento de seleções poderia provocar "problemas futuros, talvez em tribunal", confiando que a FNK-P "iria ter problemas graves".

O corpo técnico criticou também a alegada ingerência da direção quanto a uma suposta tentativa de incluir na convocatória para o Europeu três elementos sob alçada disciplinar, com o dirigente a ripostar dizendo que decorre um "processo de averiguação" para apurar as queixas mutuas entre treinadores e atletas, pelo que a situação ainda nem sequer resultou em qualquer eventual processo disciplinar.

Entretanto, a FNK-P apresentou uma convocatória para o Europeu, a disputar em Frankfurt, entre 20 e 24 de maio, que inclui os karatecas que "reuniram disponibilidade e condições de participação no enquadramento organizativo definido para a competição".

José Chagas menorizou o facto de vários atletas se terem indisponibilizado para ir ao Europeu, admitindo que alguns em "solidariedade" com o corpo técnico e outros por questões financeiras: terem de pagar "pelo menos" o voo para a competição, assumindo, num "momento financeiro menos favorável da federação", que o organismo fez esse "pedido de colaboração" aos competidores.

Assegurou ainda que na seleção de kata tudo decorre dentro da normalidade, "cumprindo com os regulamentos e a lei", desvalorizando as queixas de Afonso Venus contra o selecionador Jorge Peixeiro, que foi acusado posteriormente de ter deixado de convocar a sua namorada Maísa Caridade, apesar de ser a segunda do ranking nacional.

Apesar de tudo, considera que a seleção aos europeus de kumite e kata está apta a dar garantias de bons resultados.

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