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Conselho da Europa pede à FIFA que abra diálogo sobre pressões políticas no futebol

Lusa 19 de julho de 2026 às 13:29

Ainda a despenalização do vermelho a Folarin Balogun após telefonema de Trump a Infantino.

O Conselho da Europa, organização multilateral de 46 países europeus, apelou este domingo à FIFA para que "inicie um diálogo" sobre como proteger o futebol "das pressões políticas, financeiras e das apostas".

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"A influência política já se faz sentir até no próprio campo de jogo, uma sanção foi suspensa durante a competição depois de um chefe de Estado ter ligado ao presidente da FIFA. Quando as regras são contornadas devido a pressões, qualquer resultado pode ser posto em causa", assinalou num comunicado o secretário-geral do Conselho da Europa, o suíço Alain Berset.

As declarações referem-se ao telefonema que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para que anulasse a suspensão de um jogo devido a um cartão vermelho contra o jogador da seleção norte-americana, Folarin Balogun, após a sua expulsão nos oitavos-de-final do Mundial contra a Bósnia.

A sanção foi levantada e Balogun participou na derrota nos oitavos de final frente à Bélgica (1-4).

"A proposta que dirijo à FIFA é a de organizar um 'terceiro tempo', trata-se de iniciar, já esta noite, um diálogo construtivo, com o objetivo de preparar o quadro de integridade que será aplicado no Mundial de 2030", que se realizará em Espanha, Marrocos e Portugal, referiu Berset.

Berset lembrou que uma aposta se ganha "fazendo com que outras pessoas percam", uma situação que abre a porta à "fraude".

O Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo (França) e fundado em 1949 por dez países europeus, é um organismo que não pertence à UE e que agrupa 46 Estados do Velho Continente, entre os quais se contam os 27 da UE.

Berset recordou o papel do Conselho da Europa na elaboração de normas jurídicas internacionais sobre a segurança dos espetadores, a luta contra o 'doping' e o combate à manipulação de resultados, e aprofundou a importância da cooperação internacional e de regras vinculativas.

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