"Não haverá negócios num planeta morto": Mil empresas pedem medidas para preservar a Natureza

'Não haverá negócios num planeta morto': Mil empresas pedem medidas para preservar a Natureza
Diogo Camilo 12 de outubro

Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade discute na China medidas para prevenir a extinção em massa da vida selvagem e o colapso de ecossistemas. EDP, Sonae e Jerónimo Martins estão entre as empresas que pedem políticas que revertam a perda da Natureza até 2030.

São mais de mil empresas que pedem aos líderes mundiais para fazerem mais para prevenir a destruição da Natureza, aproveitando a cimeira COP15 (Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade) que teve início esta segunda-feira na China para apelar a governadores de todo o mundo para adoptarem políticas que evitem a perda de Natureza.

A iniciativa da Business for Nature, que junta empresas com mais de 4 biliões de euros de receitas anuais, lançou ainda uma carta aberta em que os líderes executivos de 11 multinacionais deixam um aviso para que sejam tomadas medidas que tenham impacto na prevenção da extinção em massa da vida selvagem e do colapso de ecossistemas, sob risco de a Terra se tornar um "planeta morto".

O aviso chega numa altura em que a China recebe a sua primeira cimeira sobre o ambiente da ONU, que terá como objectivo delinear um esboço para um acordo sobre a biodiversidade, embora a maioria dos delegados participe remotamente. A segunda parte desta cimeira, que tem sido adiada devido à pandemia, acontecerá só em 2022, já presencialmente, em Kunming, também na China, entre 25 de abril e 8 de maio.

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