Molnupiravir, o possível primeiro comprimido para tratar a covid-19

Molnupiravir, o possível primeiro comprimido para tratar a covid-19
Diogo Camilo 11 de outubro

O tratamento da Merck vai começar a ser analisado pelos EUA e espera um pedido de autorização na União Europeia. Foi criado para curar encefalites em cavalos, mas reduz para metade os riscos de hospitalização e morte de pacientes com covid-19 ao obrigar o vírus a sofrer mutações até morrer.

A farmacêutica Merck anunciou esta segunda-feira que um tratamento para casos ligeiros e moderados de covid-19 vai ser analisado para uso de emergência dos EUA, naquele que poderá tornar-se um primeiro antiviral oral da doença.

Na passada semana, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou que poderia iniciar em breve a análise ao comprimido molnupiravir que, após ensaio clínico divulgado no início do mês, mostrou reduzir para metade os riscos de hospitalização e morte de pacientes com covid-19, o que pode constituir um avanço significativo na luta contra a pandemia.

A eficácia do tratamento, desenvolvido pela Ridgeback Biotherapeutics, levou a que países como Malásia, Coreia do Sul e Singapura tenham cortado o fornecimento de vacinas contra a covid-19 para assinar contratos com a Merck. A farmacêutica já tem um acordo com os EUA para a disponibilização de 1,7 milhões de medicamentos a um preço de 700 dólares (cerca de 600 euros) por unidade. 

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