O que é uma greve não política, sr. primeiro-ministro?
Esta greve tem motivações políticas, sim, sendo elas a luta pelos direitos dos trabalhadores, o combate à precariedade e a rejeição de um modelo económico assente na flexibilização unilateral e na desproteção.
No debate quinzenal da semana passada, Luís Montenegro garantiu: “Não vem aí nenhuma revolução, não vai haver nenhuma perda de direitos, vai haver valorização da nossa economia e esta greve não faz sentido”. Tanto o primeiro-ministro como a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, descredibilizaram os promotores da greve geral de 11 de dezembro, acusando-os de terem “motivações políticas”. Fica sem resposta a pergunta sobre o que seria uma greve sem motivações políticas. Acredita Luís Montenegro que os trabalhadores que farão greve são todos movidos por tacticismos político-partidários de oposição ao Governo? Não consegue, em consequência, reconhecer que a sua declaração sobre a não reversão de direitos não ecoa junto da maioria? É óbvio que grande parte dos trabalhadores recebeu com surpresa e revolta este anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, nunca discutido ou sequer mencionado nas duas eleições legislativas a que Luís Montenegro e o seu Governo se apresentaram perante os portugueses e que altera vários aspetos fundamentais das relações laborais.
O que é uma greve não política, sr. primeiro-ministro?
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