Uma manhã à espera de Greta entre bombos e discussões

Juliana Nogueira Santos 03 de dezembro de 2019

Mesmo com cinco horas de atraso, ninguém arredou pé da Doca de Santo Amaro para dar as boas vindas a Portugal à jovem ativista sueca. Entretanto, houve tempo para tudo, até comer gelados.

Se há muitos séculos o ser humano tomou conta dos quatro elementos da natureza foi para que estes trabalhassem a seu favor e não contra si. É exatamente este controlo inapropriado que estará a levar o planeta ao extremo e que leva ativistas como Greta Thunberg e os milhões que se juntaram a ela a pedir que se "mude o sistema e não o clima", como costumam apelar nas marchas pelo clima. 

Mas se abre mão do controlo para deixar a natureza fazer o seu caminho, o resultado pode não ser aquele que queremos. Foi o que aconteceu esta terça-feira à ativista sueca, que terminava a sua viagem transatlântica de 21 dias em veleiro ao chegar à Doca de Santo Amaro, em Lisboa. Toda a gente a esperava entre as 8h e as 9h, no entanto o forte vento que se fazia sentir durante a manhã não estava de feição para as velas do Le Vagabonde e Greta acabou por chegar a terra às 12h45. 


Sofia, de 13 anos, e Clara, de nove, estiveram desde as 8h00 na primeira fila das cancelas que separavam o público do palco onde Greta iria discursar à chegada. "Não consegui ir à última marcha pelo clima, porque tinha um teste, mas agora tinha de vir", afirma Sofia à SÁBADO, sob o olhar cuidado da mãe. E o que vieste fazer, perguntamos. "Vim mostrar que estou de acordo com a mensagem dela e que temos de salvar o mundo." 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais