Transplante adiado pela covid-19: "Roubaram-me um ano. É muito tempo"

Transplante adiado pela covid-19: 'Roubaram-me um ano. É muito tempo'
Lucília Galha 05 de junho

André Oliveira, 38 anos, precisava de um rim, tinha quem lhe doasse o órgão, mas a pandemia não permitiu. A cirurgia foi adiada duas vezes. Só à terceira, depois de 12 meses a fazer diálise três vezes por semana, acabou por ganhar uma segunda vida.

"A minha ideia, e aquilo que os médicos me transmitiam, é de que seria rápido. No espaço de meio ano estaria resolvido. O plano era fazer os últimos exames em março de 2020 e em abril ser transplantado.

Tinha exames marcados para 13 de março e, justamente no dia 12, o Hospital de São João emitiu um comunicado a informar que as consultas externas iam fechar por causa da pandemia. Foi um grande revés. Não só por causa da diálise – que fazia três vezes por semana, 4h por dia, e me deixava de rastos. Dormia quase o dia todo, assim que chegava a casa.

Também porque tinha um cateter colocado no peito desde janeiro desse ano, que me limitava bastante. Era suposto ser uma situação provisória – servia de acesso para fazer a diálise enquanto não fosse operado –, mas acabei por ficar com ele mais do que um ano.

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