A zona é frequentada e habitada por imigrantes do Bangladesh, que ocupam 90% do comércio local. Durante esta semana, testemunhámos tráfico de droga debaixo da nossa janela, consolámos a vizinha idosa que perdeu a reforma num assalto violento na rua. De madrugada, assistimos a revistas da polícia a suspeitos e pela manhã presenciámos os esforços da câmara de Lisboa para retirar os sem-abrigo do Martim Moniz.
Rua do Benformoso, nº 150, 1º andar. Sábado, 1 de fevereiro de 2025, pelas 14h30. O cozido à portuguesa regional já lá vai. O pudim, o bolo de canela e o “bolo (de pera) da Carolina”, batizado com o nome da criadora, também já fizeram o seu caminho. O café e o licor de zimbro acabam de ser servidos quando Manuel Vaz, presidente da Casa da Covilhã, se dirige aos 50 convivas dessa tarde: “Esta é a primeira sessão de fados à hora de almoço. Habitualmente, nós fazíamos isto ao jantar e à noite, mas como à noite não é possível, se não se pode jantar, almoça-se”, declara. Dias antes, o presidente desta casa regional, que aqui está desde 1940, ou seja, há quase 85 anos, explicava à SÁBADO o motivo desta alteração: “Não conseguimos sequer fazer reuniões de direção à noite. As pessoas têm medo de vir para aqui. Chegamos a um ponto em que era desistir ou resistir. Preferimos resistir”, explicava.
Repórter SÁBADO. Vivemos durante uma semana na Rua do Benformoso
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