Quer a camisa de Andreia Rodrigues?

Quer a camisa de Andreia Rodrigues?
Susana Lúcio 21 de novembro

Blusas, calças, sapatos e malas que as atrizes e apresentadoras já não usam, vendem-nos em plataformas digitais. Há que destralhar e ser amiga do ambiente.

Marta Melro tem 212 peças à venda na Micolet, incluindo uma clutch marca Carmen Steffens por €75,81 e uma camisola da Pull & Bear por €6,16. E na Finity tem 37 peças. A gestão é mais fácil do que quando as vendia na página de Facebook. “Exigia tanta disponibilidade que tive de a encerrar”, diz à SÁBADO. Agora a atriz só tem de pôr as peças numa caixa, depois é a plataforma que faz a recolha, fotografa as peças e marca o preço, com a autorização do vendedor. E os ganhos são certos. “Nos últimos anos não gastei dinheiro em roupa que não tenha vindo da venda de peças usadas.”

A venda de roupa usada é uma tendência mundial incentivada pelo surgimento de várias plataformas digitais. Só em 2020, o mercado mundial atingiu os 23 mil milhões de euros. Em Portugal, para além da Micolet e da Finity, foram lançadas a Ecoacircular, a Vinted, a MyCloma, a Roupeiro e a Repara Slowfashion.

Apesar de a atriz já ter experiência, confessa que o primeiro passo foi difícil. “Estava a mudar de casa e tinha tantas peças no roupeiro que já não conseguia encontrar o que procurava”, conta. Foi uma amiga que a incentivou a vender as que já não vestia. “Tinha peças compradas quando tinha 12 anos, com valor sentimental, e não queria separar-me delas.” A maior parte do vestuário foi doado, os vestidos de noite foram vendidos através do Facebook. “É terapêutico praticar o desapego.”

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