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Tentou três vezes fazer a cruzada em Jerusalém, queria ouvir os relatos dos locais longínquos onde chegaram os portugueses e era um relações públicas do império - enviava cartas a espalhar as conquistas dos portugueses. Conhecido como o rei da pimenta, pôs toda a Europa a sonhar com os produtos exóticos que chegavam a Lisboa.
Olhos verdes, cabelo castanho e pele clara. D. Manuel I não usava barba, apesar de vários retratos o apresentarem dessa forma, tinha olhos “alegres”, dizem os cronistas. Era “homem de boa estatura, de corpo mais delicado que grosso”, escreveu Damião de Góis. Como refere João Paulo Oliveira e Costa na biografia, o comprimento dos braços era digno de nota uma vez que “os dedos das mãos lhe chegavam abaixo dos joelhos.” Pouco mais de quatro anos a ter subido ao trono, em 1499, passou a intitular-se “Rei de Portugal e dos Algarves d’aquém e d’além mar em África, senhor da Guiné e da conquista, da navegação e do comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia.” Como refere José Barbosa Machado: “Nenhum rei da Europa tinha estes títulos.” Isto depois de Vasco da Gama – a quem o rei trata como “Almirante amigo” – ter descoberto o caminho marítimo para a Índia. “A viagem de Vasco da Gama possibilita que Portugal atingisse um poder nunca antes visto. A partir desse momento, o rei consegue enviar embaixadores portugueses à China, à Etiópia, construiu fortalezas em Ormuz, em Goa e em Malaca, conseguiu dominar o Oceano Índico. Portanto, a grande chave do poder do Manuel I foram os lucros que obteve graças ao sucesso da viagem de Vasco de Gama”, conclui o historiador José Manuel Garcia, autor do livro Muito para Além do Mar – A nova história dos Descobrimentos Portugueses.
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Enquanto nos digladiamos com as frivolidades quotidianas, ignoramos um problema de escassez estrutural que tratará de dinamitar as nossas parcas possibilidades de liderarmos o pelotão da economia do futuro, para a qual não estamos minimamente preparados.
Os momentos mais perigosos da História não são aqueles em que tudo colapsa, mas aqueles em que todos fingem que nada está a mudar. Em 1026, ninguém previa a avalanche de transformações que se seguiria.