Invasão da vespa asiática não é controlável. Só escapam Baixo Alentejo e Algarve

Susana Lúcio , Vanda Marques 27 de outubro de 2021

A espécie exótica predadora de abelhas invadiu o Norte e o Centro do País e já chegou ao distrito de Lisboa. Desde 2015, foram destruídos 66.028 ninhos.

O combate à invasão das vespas asiáticas está longe de terminar e parece ser uma luta inglória. Desde 2011, quando foi detetada pela primeira vez em Portugal, os insetos que se alimentam das abelhas e afetam a agricultura invadiram todo o Norte e Centro do País. E fizeram-no apesar de um plano de ação de vigilância e controlo quem já permitiu a destruição de 66.028 ninhos de vespas.

Há dez anos, as primeiras vespas asiáticas foram detetadas em Viana do Castelo. "Desde então a espécie tem vindo a progredir ao longo do território continental português, preferencialmente ao longo da faixa litoral, tendo no verão de 2019 sido identificados os primeiros ninhos no concelho de Lisboa", diz à SÁBADO o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Porto, Aveiro, Coimbra e Braga são os distritos mais afetados.

A invasão para o interior tem sido mais lenta e tem ocorrido sobretudo junto do rio Tejo e Douro. "Atualmente, apenas o Baixo Alentejo e o Algarve ainda não foram atingidos." E não há expectativa para travar o flagelo. "Estudos efetuados por diversas entidades europeias ligadas ao controlo de espécies invasoras apontam para a expansão em muitos países europeus, sendo que os modelos previsionais indicam que em Portugal possa vir a colonizar todo o território continental", assume o ICNF.

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