Técnicos do INEM ganham €750 e não são profissão de risco

Técnicos do INEM ganham €750 e não são profissão de risco
Vanda Marques 27 de outubro de 2021

Condições de trabalho “deprimentes”, falta de evolução na carreira e o risco de termos ambulâncias paradas. Sindicato denuncia situação e diz que está em cima da mesa nova greve em dezembro. INEM nega falta de meios.

Da próxima vez que se interrogar por que motivo uma ambulância demora uma hora a socorrer uma pessoa em Lisboa ou no Porto, pense na resposta do Sindicato dos Trabalhadores de Pré-Emergência Hospitalar: faltam técnicos de emergência pré-hospitalar.

Rui Lázaro, presidente do sindicato, aponta que o INEM deveria ter 1.400 técnicos e tem cerca de 900. Além disso, a taxa de abandono da profissão é cerca de 30%. E o concurso aberto este ano para contratar 178 trabalhadores, tem até agora pouco mais de 50. Este insucesso no concurso e a incapacidade de motivar os trabalhadores faz com que o serviço do INEM esteja em risco, denuncia o sindicato.

"Esse risco existe há alguns anos. Basta dizer de forma clara que o INEM não consegue garantir maior parte dos dias do ano o número de ambulâncias. Por exemplo, na passada sexta-feira fizemos greve e assegurámos os serviços mínimos, ou seja, no grande Porto pararam duas ambulâncias. No domingo estiveram paradas 4 ambulâncias, por falta técnicos. Esta situação é mais evidente em Lisboa e na Margem Sul onde os utentes esperam mais de uma hora que chegue a ambulância", denuncia Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Pré-Emergência Hospitalar (STPEH). 

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