A "desintoxicação digital" está a ganhar cada vez mais força em países como os Estados Unidos ou Inglaterra: onde os clientes são instados a deixarem os telemóveis em cacifos. Há até quem ofereça descontos ou até mesmo gelados por esta prática. Este tipo de iniciativas também já chegaram a Portugal, mas ainda são raras.
Chegar a um restaurante, pedir um prato para depois tirar uma fotografia e publicar nas redes sociais: esta prática é já quase que um ritual para muitos clientes, mas em alguns estabelecimentos já começa a ser proibida. É o caso restaurante St John, em Londres, ou do bar de cocktails Antagonist, nos Estados Unidos, - onde a tendência está a ganhar cada vez mais força. Nestes locais a regra é simples: à chegada os clientes colocam os seus telemóveis num cacifo. Estes só são devolvidos no final da refeição.
Há cada vez mais restaurantes a proibir telemóveis à mesa Soeren Stache/picture-alliance/dpa/AP Images
A tendência surgiu depois de os chefs se terem apercebido de que os dispositivos interrompem conversas assim como a experiência sensorial. Além deste tipo de iniciativas, há também quem ofereça descontos ou quem decida recompensar os seus clientes com gelado gratuito - como é o caso do Click-fil-A - uma rede de fast food em Maryland.
"Há mais conversa”, disse à ABC News Brad Williams, proprietário de dois restaurantes Chick-fil-A na Geórgia. “Agora, é difícil que uma família se sente e não participe no desafio.”
Esta tendência tem-se vindo a consolidar há anos, desde antes da Covid-19, e ganhou força à medida que as pessoas se começaram a aperceber dos malefícios causados pelo tempo gasto em frente aos ecrãns. Segundo esclareceu Ben Tannenbaum, vice-presidente de uma empresa de entertenimento noturno, em declarações à Fox News, as refeições sem telemóveis podem ajudar os clientes a manterem-se focados tanto na comida como na companhia e podem ser vantajosos financeiramente para os restaurantes.
“Os clientes que se envolvem nesta experiência têm maior probabilidade de pedir vários pratos ou uma segunda bebida”, acrescentou.
Este tipo de experiências - apelidadas de "desintoxicação digital" - também já chegaram à Europa. É o caso de Portugal. Nos jantares organizados pela Offline Portugal, que todos os meses decorrem numa localização diferente, os funcionários recolhem os telemóveis e dão uma pulseira com o número correspondente. O dispositivo só é entregue no final da refeição.
Segundo a revista NIT, os jantares custam 20 euros, mais 5 euros para a reserva, e são limitados a 45 pessoas: incluem entrada, prato principal e sobremesa e pode haver até música ao vivo.
As mesmas experiências decorrem em países como França ou Itália, que já começaram a testar a tendência "no-phone".
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