Ficheiros secretos à portuguesa

Carolina R. Rodrigues 31 de outubro de 2018

Sabia que em Julho de 1965 um objecto estranho foi fotografado a sobrevoar o aeroporto de Santa Maria, nos Açores? E já ouviu falar do estranho fenómeno de Santa Comba de Rossas?

Em 1968, um guarda militar da Base Aérea das Lajes, nos Açores, garante ter tido um "encontro imediato" e observado um objecto voador a pairar junto do posto. Mais do que isso, afirmou ter visto, "claramente visto", quatro tripulantes no aparelho e uma luz forte antes de ter desmaiado. O caso foi investigado pelos militares, mas as conclusões nunca foram reveladas. Esta é uma das histórias que Joaquim Fernandes analisa no seu mais recente trabalho: Ficheiros Secretos À Portuguesa – Avistamentos de Ovnis, fenómenos 'impossíveis' e outros casos à espera de explicação, uma obra em forma de compêndio que engloba todos os casos mais pertinentes relacionados com a fenomenologia em Portugal desde a Segunda Guerra Mundial até aos dias de hoje. "Há mais coisas no céu e na terra do que sonhas na tua filosofia, Horácio". A frase é de Hamlet, de Shakespeare, mas também se poderia aplicar ao pensamento do autor e a este livro. 

OVNIS (Objectos Voadores Não Identificados), relógios electromagnéticos parados, "intrusos" aéreos, luzes estranhas, ecos anómalos, interferências eléctricas, zumbidos e outros efeitos no corpo são apenas alguns dos fenómenos relatados pelo autor na obra, reconstruídos com base em artigos de jornais regionais e nacionais de Portugal, e testemunhos de pessoas que passaram pelo quer que tenha acontecido nas situações referidas. "Nesta narrativa de 'encontros imediatos' no mar, no ar e em terra, fomos à génese do envolvimento militar e paramilitar português nessa 'guerra invisível'", escreve o autor. "'Ficheiros secretos' até hoje desconhecidos, no todo ou em parte, revelados através dos seus agentes e protagonistas directamente envolvidos (…) conforme documentam as páginas que o leitor começa agora a folhear."

As histórias de indivíduos que viram uma luz forte no céu nocturno, que não era um avião, uma estrela, um balão meteorológico ou aparelhos do género, mas sim algo completamente diferente, e com uma arquitectura e "energia" inéditas, são o foco do livro, apesar de existirem mais menções a outros mistérios para além de objectos estranhos voadores.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais