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Como a literatura e o cinema anteciparam as pandemias

Rita Bertrand 19 de abril de 2020 às 20:00

Sófocles incluiu uma epidemia em larga escala no "Rei Édipo", no cinema, os filmes "Contágio" e "Fora de Controlo" são dois clássicos. Stephen King, em "A Dança da Morte", ficcionou uma super-gripe altamente contagiosa, que dizima 99% da humanidade.

Na grécia antiga, Sófocles incluiu uma pandemia no seuRei Édipo – a tragédia era um castigo dos deuses, motivado pela imoralidade do herói que matou o pai e casou com a própria mãe, embora nem o soubesse. Dizem os historiadores que a doença existiu mesmo e que dizimou Atenas, incluindo o seu governante, Péricles, portanto não havia ali premonição, mas puro aproveitamento da realidade para fins artísticos. Talvez o mesmo se possa dizer dos artistas contemporâneos que parecem ter previsto a atual pandemia, guiando-se pelo surgimento de doenças semelhantes no passado. É verdade que ninguém estava preparado para ela, como previu Bill Gates na sua TedTalk de 2015, disponível no YouTube, mas nunca deixou de ser uma possibilidade.

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