No ano passado, o valor médio da temperatura média do ar foi 16,47ºC, mais 0,81ºC face ao valor normal do período de referência 1991-2020.
O ano 2025 foi o quinto mais quente em Portugal continental desde 1931 e o terceiro mais chuvoso desde 2000, segundo o boletim climatológico anual do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) esta quarta-feira divulgado.
Calor em LisboaANTONIO COTRIM/LUSA
No ano passado, o valor médio da temperatura média do ar foi 16,47ºC, mais 0,81ºC face ao valor normal do período de referência 1991-2020, tendo o valor médio da temperatura máxima sido o quarto mais alto desde 1931 e o da mínima o sétimo mais alto.
O menor valor da temperatura mínima (-8.1°C) foi registado em Miranda do Douro, em 15 de janeiro, e o maior valor da temperatura máxima (46,6ºC) em Mora, a 29 de junho.
De acordo com o IPMA, 2022, 2023, 1997, 2024 e 2025 foram os cinco anos mais quentes de sempre em Portugal continental.
O boletim climatológico anual, na versão resumo hoje divulgada, salienta que 2025 foi o terceiro ano mais chuvoso desde 2000, sendo que "há 11 anos não havia um ano tão chuvoso", com um total de precipitação de 1.064,8 milímetros, mais 245,5 milímetros em relação a 1991-2020.
O maior valor de precipitação num só dia (117,0 milímetros) foi na Guarda, em 13 de novembro.
O ano passado teve seis ondas de calor - uma na primavera, três no verão (com a de julho/agosto a ser a mais longa de sempre no interior Norte e Centro) e duas no outono.
O IMPA registou, ainda, 44 novos extremos de chuva, 57% dos quais em janeiro e novembro.
Em meados de novembro, a passagem da depressão Cláudia causou três mortos, vários feridos e desalojados.
Antes, entre julho e outubro, mais de metade do território continental (60% a 99%) esteve em seca meteorológica, com os incêndios florestais de verão a provocarem quatro mortos e dezenas de feridos nas regiões Norte e Centro.
Ano 2025 foi o quinto mais quente em Portugal continental desde 1931 e o terceiro mais chovoso
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