Brigitte Macron partilha que a vida de primeira-dama a tornou “mais triste do que nunca”
A primeira-dama francesa partilhou o processo que a levou de uma vida “normal” de professora a difamada.
Num momento em que a presidência de Macron entra no último ano – as próximas eleições vão decorrer em Abril de 2027 e Emmanuel Macron não se pode candidatar – Brigitte deu uma entrevista ao jornal francês La Tribune Dimanche onde confessou que desde que se mudou para o Palácio do Eliseu ficou mais desiludida, mais cínica e mais pessimista.
“Antes tinha uma vida normal, filhos, um emprego, altos e baixos, como toda a gente. Aqui, estes dez anos passaram tão depressa... Foram tão intensos. Vi a escuridão do mundo, a estupide, a maldade”, partilhou Brigitte.
A primeira-dama francesa referiu ainda que tem se sentido “mais triste do que nunca” e partilhou: “Às vezes é difícil para mim ver o lado bom das coisas. Tenho momentos de pessimismo que não tinha antes”. Ainda assim Brigitte Macron considera que escrever os seus pensamentos a tem ajudado “muito”. Nesse diário escreve coisas que não partilha com ninguém, mas revela na entrevista: “às vezes, acho difícil ver o seu azul. Tenho momentos de pessimismo que nunca tive antes”.
O casal Macron conheceu-se quando Macron tinha apenas 15 anos e era aluno de teatro de Brigitte – na altura a francesa já tinha filhos -, facto que tem colocado a relação dos dois sob um intenso escrutínio e críticas nas redes sociais. Algumas destas críticas incluem a divulgação de informações falsas de que Brigitte é transgénero, o que levou o casal a avançar com ações nos tribunais norte-americanos e franceses.
Em janeiro deste ano, vários dos atores deste tipos de comentários foram condenados a penas de prisão até seis meses em França, no entanto a maior parte com suspensão condicional da pena.