Durante o período de 2026 a 2030, as temperaturas médias globais anuais junto à superfície variem entre 1,3 graus Celsius (°C) e 1,9 acima da média da era pré-industrial (1850-1900).
As temperaturas médias globais deverão continuar em níveis recorde ou perto deles nos próximos cinco anos, indica a Atualização Climática Global Anual a Decenal, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgada esta quinta-feira.
Onda de calorAP Photo/Andrew Medichini
O novo relatório, realizado pelo serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, o Met Office, prevê que, durante o período de 2026 a 2030, as temperaturas médias globais anuais junto à superfície variem entre 1,3 graus Celsius (°C) e 1,9 acima da média da era pré-industrial (1850-1900).
Considera igualmente como "muito provável (com uma taxa de probabilidade de 91%) que a temperatura média global junto à superfície ultrapasse temporariamente 1,5°C acima dos níveis médios de 1850-1900 durante pelo menos um ano" do referido período.
Este nível também foi temporariamente ultrapassado em 2024, "quando a temperatura média global à superfície foi de cerca de 1,55°C acima da linha de base pré-industrial", segundo um comunicado da OMM.
A atualização considera ainda provável (75%) que a média dos cinco anos ultrapasse 1,5°C acima dos valores da época pré-industrial, indicando como "excecionalmente improvável (menos de 1%) que qualquer ano isolado ultrapasse os 2°C acima da média de 1850-1900".
Indica também que "a previsão da temperatura média quinquenal no Pacífico tropical central [na região Niño 3.4, utilizada para monitorizar o fenómeno] indica uma tendência para condições de El Niño, particularmente em 2027 e 2028".
"Há uma previsão de El Niño para o final de 2026, o que aumenta as probabilidades de o ano seguinte, 2027, ser o próximo ano recorde", afirma o autor principal do relatório, Leon Hermanson, citado no comunicado.
Segundo a agência das Nações Unidas, "a confiança nas previsões da temperatura média global anual junto à superfície é elevada, pois as previsões retrospetivas demonstram uma elevada precisão".
Em relação ao Ártico, o estudo, que sintetiza previsões de 13 institutos, prevê temperaturas 2,8°C acima das médias de 1991 a 2020 nos próximos cinco invernos prolongados do hemisfério norte (novembro a março).
"Uma anomalia mais de três vezes e meia superior à anomalia da temperatura média global no mesmo período", que poderá explicar as previsões de "novas reduções na concentração de gelo marinho no Mar de Barents, no Mar de Bering e no Mar de Okhotsk" entre o corrente ano e 2035.
Quanto à pluviosidade, os padrões previstos para a época entre maio e setembro de 2026-2030 indicam como mais prováveis "anomalias húmidas no Sahel, norte da Europa, Alasca e Sibéria, e anomalias secas sobre a Amazónia".
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