Ministra da Cultura lamenta "morte precoce" de Bruno Navarro e destaca "paixão pelo que fazia"

Lusa 31 de janeiro de 2021
Sábado
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 20 a 26 de janeiro
As mais lidas

Bruno Navarro morreu no sábado, aos 44 anos, vítima de "doença súbita".

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou este domingo  "a morte precoce" de Bruno Navarro, presidente do conselho diretivo da Fundação Côa, destacando "a sua paixão pelo que fazia, como o património cultural que tão bem guardou".

Facebook
"A sua morte precoce choca-nos, mas o seu trabalho e a sua paixão pelo que fazia, como o património cultural que tão bem guardou e deu a conhecer com novos rumos, lança uma forte luz sobre os caminhos a seguir. É este o profundo reconhecimento que a Cultura portuguesa lhe deve", disse Graça Fonseca, numa nota de pesar enviada hoje.

A governante frisa que mandato de Bruno Navarro à frente da Fundação Côa Parque constituirá sempre um marco na história da instituição, seja pela extrema competência e dedicação com que exerceu o cargo, seja pelo legado que deixa.

"Esta instituição de referência da cultura portuguesa, onde o seu trabalho permitiu aliar a salvaguarda do património cultural português à inovação, à ciência e tecnologia e, também, à arte contemporânea. Esta enorme responsabilidade que assumiu foi sempre concretizada com dedicação, diligência e maturidade, mas também com ânimo, energia e exemplo de liderança para todos os que com ele trabalhavam", pode ler-se na nota enviada pelo Ministério tutelado por Graça Fonseca.

Segundo a ministra da Cultura e fazendo jus ao seu percurso profissional, Bruno Navarro destacou-se com um trabalho consistente e sustentado na atualização, inovação e modernização da Fundação Côa Parque e do Museu do Côa, situados em Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda.

"Recentemente, o seu trabalho e a sua perseverança foram fundamentais para o lançamento do programa especial do Parque Arqueológico do Vale do Côa, na data em que se assinalou o vigésimo segundo aniversário da inscrição dos Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa na Lista do Património Mundial da UNESCO", vincou.

Para a tutela, a Fundação Côa Parque e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, lugares centrais da cultura portuguesa, são, hoje, espelho e legado de um historiador e dirigente público que dedicou a sua vida ao conhecimento, ao exercício nunca fútil da memória e à defesa do património cultural nacional.

A Fundação Côa Parque e os seus colaboradores estão de luto, pelo seu Presidente, Bruno Navarro.

Publicado por Museu do Côa em Domingo, 31 de janeiro de 2021

Bruno Navarro morreu no sábado, aos 44 anos, vítima de "doença súbita", disse à Lusa o diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte.

Bruno Navarro foi nomeado presidente do Conselho de Administração da Côa Parque - Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa, em 26 de junho de 2017.

Natural de Coimbra, Bruno José Navarro Marçal, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, instituição onde conclui também o seu Mestrado em História Contemporânea, tendo sido investigador do Centro de História da Universidade de Lisboa.

Na sua carreira de investigador passou também pelo Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, onde frequentou o Programa Doutoral de História, Filosofia e Património da Ciência e da Tecnologia, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Foi professor no Instituto Superior de Ciências Educativas, integrando ainda o corpo docente de cursos pós-graduados da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Com um percurso político ligado a Vila Nova de Foz Côa, Bruno Navarro foi deputado à Assembleia Municipal e membro da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Douro.

Desempenhou ainda funções na Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, acompanhando as áreas educativa e cultural.