A passagem estratégica do mercado mundial está praticamente totalmente bloqueada pelo Irão em reação aos ataques dos EUA e de Israel contra o seu território em 28 de fevereiro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, alertou esta sexta-feira para qualquer "ação provocadora" antes de uma votação esperada do Conselho de Segurança da ONU sobre o uso da força para desbloquear o estreito de Ormuz.
Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iranianoAP
Araghchi expressou-se na quinta-feira e a votação estava inicialmente prevista para sexta-feira, antes de ser adiada ‘sine die’.
Esta passagem estratégica do mercado mundial de hidrocarbonetos está praticamente totalmente bloqueada pelo Irão em reação aos ataques dos EUA e de Israel contra o seu território em 28 de fevereiro.
"Araghchi sublinha que qualquer ação provocadora dos agressores e dos seus apoiantes, incluindo no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Ormuz, apenas complicará ainda mais a situação", segundo um comunicado do seu ministério.
Patrocinado pelo Bahrein, o texto está a ser discutido pelos 15 membros do Conselho há 10 dias, refletindo as suas divergências.
O último projeto de resolução insiste no facto de que o Conselho autorizaria qualquer Estado ou qualquer coligação de Estados a utilizar meios "defensivos" para assegurar a segurança dos navios. Uma estipulação de mandato defensivo ausente no início.
Mas não é certo que isto seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm direito de veto.
"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir a passagem de alguns", denunciou na quinta-feira o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassem Al-Budaiwi, em nome daquela organização que reúne a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã.
"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma todas as suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu em Nova Iorque, antes do anúncio do adiamento.
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