Covid-19: Enviado especial da OMS admite dificuldade em encontrar origem do vírus

Lusa 30 de março
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"Não sabemos a origem precisa do VIH (o vírus que provoca a Sida), não sabemos a origem precisa do Ébola e vai demorar muito para descobrir a origem precisa da covid-19", acrescentou o especialista, antes de a OMS publicar oficialmente o seu relatório sobre a pandemia.

O enviado especial ao Organização Mundial da Saúde (OMS) para a covid-19, David Nabarro, admitiu esta terça-feira que é "manifestamente difícil" encontrar a origem do vírus que causou a pandemia, mas que se trabalha com várias hipóteses.

Espera-se que o relatório da missão que investigou a origem da covid-19 na China seja hoje publicado.
Espera-se que o relatório da missão que investigou a origem da covid-19 na China seja hoje publicado.
"Encontrar a origem de um vírus, quando se tenta explicar de onde vem uma doença, é manifestamente difícil", disse Nabarro hoje à BBC Radio 4.

"Não sabemos a origem precisa do VIH (o vírus que provoca a Sida), não sabemos a origem precisa do Ébola e vai demorar muito para descobrir a origem precisa da covid-19", acrescentou o especialista, antes de a OMS publicar oficialmente o seu relatório sobre a pandemia.

Nabarro disse que a organização trabalha com várias hipóteses, mas que esse trabalho leva tempo.

"Todas as hipóteses ainda estão sobre a mesa", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira.

Espera-se que o relatório da missão que investigou a origem da covid-19 na China seja hoje publicado.

Segundo os meios de comunicação que tiveram acesso a uma minuta do relatório, este defende que a teoria mais provável da origem da pandemia tenha sido a transmissão do novo coronavírus de morcegos para humanos por meio de outro animal, enquanto a hipótese de fuga do vírus de um laboratório é "extremamente improvável".

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.784.276 mortos no mundo, resultantes de mais de 127 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
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