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Congresso dos EUA começou a votar plano de relançamento económico de Joe Biden

10 de março de 2021 às 20:01
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A Casa Branca já fez saber que Biden tenciona promulgar na sexta-feira o plano, cujo montante ascende a 1,9 biliões de dólares.

O Congresso dos EUA começou a votar o plano de relançamento da economia norte-americana apresentado pelo Presidente Joe Biden, cuja aprovação será um sucesso importante para o inquilino da Casa Branca, 50 dias depois da sua chegada.

Apesar da esperada oposição em bloco dos republicanos, que criticam as medidas, argumentando com a sua dimensão e a sua má direção, os democratas, maioritários na Câmara dos Representantes, estão convencidos de terem os votos necessários para o aprovar.

A Casa Branca já fez saber que Biden tenciona promulgar na sexta-feira o plano, cujo montante ascende a 1,9 biliões de dólares (1,6 biliões de euros), o que equivale ao Produto Interno Bruto da Itália.

"Estamos num momento decisivo da história do nosso país", afirmou a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, ao concluir o debate.

A aprovação do plano significa que milhões de norte-americanos vão receber cheques com ajudas diretas, que podem chegar aos 1.400 dólares por pessoa e dependente a cargo, o que tem afetada uma verba de 400 mil milhões de dólares.

Por outro lado, são prolongados até setembro os subsídios de desemprego excecionais, que deveria expirar em 14 de março. Biden tinha prometido agir antes desta data limite, o que conseguiu.

Para a campanha de vacinação estão destinados 15 mil milhões de dólares, 50 mil milhões para testes e despistagem e 10 mil milhões para a produção de vacinas.

O plano destina também 126 mil milhões de dólares para as escolas, do infantil ao ensino secundário, para apoiar a reabertura, apesar da pandemia, bem como 350 mil milhões para entidades estaduais e municipais.

Segundo analistas, o "plano de salvamento americano" muito popular nas sondagens, deve dopar o crescimento,

Nas estimativas da Casa Branca, esta legislação "histórica" vai criar mais de 7 milhões de empregos este ano e facilitar o acesso aos cuidados de saúde, além de salvar vidas, graças às ajudas para a generalização da vacinação. Prevê-se ainda que reduza em metade a pobreza infantil.

Alguns economistas, porém, previnem para o risco de inflação.

Durante a discussão da Câmara dos Representantes, o chefe da minoria republicana, Kevin McCarth, disse: "Sejamos claros. Isto não é um plano de salvamento. É uma lista longa de prioridades da esquerda, que são anteriores à pandemia e não respondem às necessidades dos norte-americanos".

A pandemia do novo coronavirus já provocou mais de meio milhão de mortos nos EUA e a economia dos EUA conheceu em 2020 a sua pior contração desde a II Guerra Mundial, com uma queda de 3,5%.

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