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Mau tempo. Exército tem mais de 1.600 militares em 41 municípios

Lusa 07 de fevereiro de 2026 às 10:07

O Exército português garantiu que está no terreno, em coordenação com as autoridades competentes.

Mais de 1.600 militares estão diretamente empenhados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo em 41 municípios de 12 distritos portugueses, informou o Exército este sábado.
Elementos do Exército observam uma casa parcialmente submersa na zona ribeirinha de Vila Nova da Rainha, Azambuja JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Em comunicado, o Exército garantiu que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno". Atualmente, estão envolvidas nas várias operações 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores, e também módulos de comunicações, "complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário". "O esforço desenvolvido traduziu-se, até ao momento, na proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas", contabilizou o Exército. No que respeita ao restabelecimento de acessos e apoio logístico, o balanço é de "210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos". Foram ainda removidas 451 toneladas de escombros para recuperação de condições de segurança. Segundo o Exército, foram também "disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 quilogramas de roupa lavada, contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência". "O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno", assegurou.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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