Kim Basinger: a diva que perdeu quase tudo

Kim Basinger: a diva que perdeu quase tudo
Ricardo Santos 27 de abril

O filme Nove Semanas e Meia estreou há 35 anos. Kim Basinger, a atriz principal, tinha estatuto de sex symbol à escala mundial e de ser uma das mais bem pagas de Hollywood. Hoje, aos 67 anos e muitas polémicas depois, tenta fugir à insolvência.

Sendo uma das estrelas de Hollywood desde a década de 1980, Kim Basinger soube ganhar dinheiro. Tanto que em 1989 comprou, por 20 milhões de dólares, Braselton, uma pequena localidade com 700 hectares na Geórgia. Incluía um banco, um parque industrial, 50 edifícios e terreno. O objetivo era criar uma atração turística, parque temático com estúdios e festival de cinema. Não correu bem e começou a desfazer-se da propriedade em 1995, por menos de 5 milhões de dólares.

Uma das principais causas para a venda de terra foi a necessidade de pagar uma indemnização de quase nove milhões de dólares aos estúdios responsáveis pelo filme Boxing Helena (1993). Kim era a estrela da produção, mas optou por saltar fora a meio. Acabaram por chegar a acordo, depois de Basinger ter aberto um processo de insolvência e desembolsado pouco menos de quatro milhões pela quebra de contrato. Junte-se a isso o milionário processo de divórcio do ator Alec Baldwin (cerca de 10 milhões de dólares) e é fazer as contas. No deve e haver financeiro, a estrela saiu quase sempre a perder.

O ano de 1986 foi de eleições presidenciais em Portugal, as mais renhidas da nossa história (Soares vs. Freitas), da adesão à Comunidade Económica Europeia, do desastre nuclear de Chernobyl e da tragédia com o vaivém Challenger. Há 35 anos, o primeiro-ministro sueco Olof Palme foi assassinado depois de ir ao cinema, o presidente moçambicano Samora Machel morreu num desastre de avião, França e Reino Unido anunciaram o plano de construir o Túnel da Mancha e Diego Armando Maradona marcou o golo com a mão mais famoso da história. Na televisão portuguesa, Agora Escolha, Domingo Desportivo e TV Rural eram programas populares e, no cinema, África Minha ganhou o Óscar para Melhor Filme do ano.

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