Acampada de Lisboa promove nova concentração contra violência policial e pela habitação
Terá lugar este domingo, no Rossio, a partir das 17 horas.
Terá lugar este domingo, no Rossio, a partir das 17 horas.
O novo diretor nacional da PSP arruinou-se com os fretes que fez ao Governo.
Decorrem simultaneamente protestos em Faro, Lisboa e Porto.
"Casas para morar, não para especular", "não nos vão roubar o direito a morar" e "queremos teto, queremos chão, pelo direito à habitação" foram outras das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, alguns também empunhando cartazes.
Durante horas, manifestantes - que oscilaram entre as centenas e os milhares - protestaram contra a violência policial e pelo direito à habitação em Lisboa. Já as tendas não foram montadas.
A SÁBADO ouviu dois juristas, Teresa Violante e Jorge Bacelar Gouveia, sobre uma das questões que mais tem sido discutida desde o início das acampadas pela habitação. Apesar de reconhecerem que podem ambas coexistir acreditam que há espaço para clarificação.
O Ministério Público pediu a suspensão do processo dos 27 detidos. Suspeitos regressam a tribunal a 6 de novembro.
Partido considera "inaceitável", a carga policial ocorrida durante a madrugada em Lisboa e Porto.
O coordenador do BE considerou que "o que as ruas ontem [sábado] disseram com uma força indomável foi que o Governo não vai conseguir impor a sua lei das rendas ilimitadas e dos despejos facilitados e que ela terá o mesmo destino que teve o pacote laboral" e defendeu que não se podem "desviar um milímetro da luta pela habitação" até que isso aconteça.
Eurodeputada do BE considerou que vários governos em toda a Europa têm usado a violência policial "como forma de repressão contra as lutas justas de quem trabalha e luta por uma vida melhor".
Plataforma divulgou um comunicado.
Madrugada violenta no Rossio e na Praça D. João I, depois de os manifestantes se recusarem a tirar as tendas.
Nos últimos anos, vários grupos têm organizado acampamentos de protesto para exigir melhores condições, nomeadamente no acesso à habitação. Apesar de a PSP ter desmontado recentemente acampamentos em Lisboa e no Porto, há outros casos em que a polícia optou por não aplicar a lei que regula os ajuntamentos em espaços públicos durante a noite.
Nos últimos 15 anos vários grupos fizeram acampadas - a maior parte das quais de curta duração - para protestar melhores condições. A PSP raramente retirou as tendas.
Quer a violência antissistema, quer as reações de medo ou cólera que desencadeiam, têm um escape mais óbvio e escancarado do que os fatigados “rostos” de velhos movimentos e os seus 3+1 no Parlamento.
Intervenção policial ocorreu por volta das 5h50.