Procuradoria Europeia pediu à PJ documentos sobre obras adjudicadas de Luís Neves
Órgão, que investiga suspeitas relacionadas com fraude, pediu um conjunto de documentos sobre as obras adjudicadas no tempo em que Luís Neves eram diretor da PJ.
Órgão, que investiga suspeitas relacionadas com fraude, pediu um conjunto de documentos sobre as obras adjudicadas no tempo em que Luís Neves eram diretor da PJ.
Magistrado acusa Ministério Público de o perseguir e difamar "em retaliação" pela forma como decidiu no caso da Operação Marquês.
O ex-primeiro-ministro está sob vigilância há largos meses. O Ministério Público pondera detê-lo para interrogatório e constitui-lo arguido. Outros suspeitos são o primo que apareceuno caso Freeport e o amigo que comprouas casas da mãe de José Sócrates.
A ideia semi-conspirativa de que “isto aparece agora” porque há uma corrida eleitoral é uma ironia auto-infligida.
Primeiro-ministro foi questionado sobre se despesas privadas tinham sido faturadas à Spinumviva e quantos pedidos de documentação tinha recebido por parte do MP e da PJ. Num total de nove questões, não respondeu a nenhuma.
Newsletter de quarta-feira, 8 de outubro
Luís Montenegro já terá percebido que a averiguação preventiva à Spinumviva só pode esclarecer alguma coisa se passar a inquérito judicial. Desde logo, quebrando o sigilo bancário do primeiro-ministro.
Arranca esta quinta-feira o julgamento da Operação Marquês depois de mais de uma década desde o início da investigação e oito anos depois da acusação sair.
Os bancos visados pela multa da Autoridade da Concorrência fizeram mais de 50 recursos, alguns com mil páginas, e quando o risco de prescrição já era elevado encharcaram a juíza com centenas de "questões prévias", que a levaram a produzir 107 despachos. Como a litigância feroz da banca, a demora de dois anos a marcar o julgamento e um “detalhe” na nova lei levaram à prescrição da maior multa de sempre em Portugal.
O eurodeputado do PSD é o único jornalista (à altura dos factos) referido na acusação do Ministério Público.
A guerra fratricida dos juízes, os pormenores incríveis dos processos disciplinares, as jogadas de bastidores de magistrados, advogados e jornalistas, as escutas e queixas de corrupção, tudo isto e muito mais ficou registado em documentos e na memória de testemunhas privilegiadas. Entre 2015 e 2022, o Tribunal Central foi o mais influente e polémico do País.
Cumpre-se hoje, 21 de novembro, uma década que o ex-primeiro ministro foi detido. Acusado de corrupção, ainda não foi julgado. Recordamos os 10 momentos mais importantes da Operação Marquês.
Indignado com perguntas de assistentes e dos procuradores, Fernando Ulrich questionou muitas vezes o porquê de o tribunal "querer saber de um empréstimo de 100 milhões" e não de um buraco "de 20 mil milhões".
Da Lisboa de Carlos Moedas aos governos de Costa e Montenegro, das câmaras comunistas da Margem Sul às juntas do PS e do PSD, políticos de todos os quadrantes recusam mostrar como gastam o dinheiro dos cartões e fundos de maneio que têm nos gabinetes. Recorrem a serviços jurídicos pagos pelo Estado e chegam a invocar "reserva da vida privada". Esta é a história de uma odisseia que dura há dois anos e já originou 42 queixas, 21 processos judiciais e 6 sentenças.
As medidas anticorrupção anunciadas pelo Governo são o terceiro pacote nesta área em cinco anos. Não há avaliação do que foi feito.
São a maior minoria religiosa em Portugal e os números mostram que estão a crescer. Em várias frentes: dentro da Aliança Evangélica Portuguesa, que recusa ligações políticas, mas também entre as igrejas que chegaram do Brasil, uma delas fundada por um pastor que organizou uma manifestação a favor de Bolsonaro.