Chama-se escrutínio, senhores
A ideia semi-conspirativa de que “isto aparece agora” porque há uma corrida eleitoral é uma ironia auto-infligida.
A ideia semi-conspirativa de que “isto aparece agora” porque há uma corrida eleitoral é uma ironia auto-infligida.
Primeiro-ministro foi questionado sobre se despesas privadas tinham sido faturadas à Spinumviva e quantos pedidos de documentação tinha recebido por parte do MP e da PJ. Num total de nove questões, não respondeu a nenhuma.
Newsletter de quarta-feira, 8 de outubro
Luís Montenegro já terá percebido que a averiguação preventiva à Spinumviva só pode esclarecer alguma coisa se passar a inquérito judicial. Desde logo, quebrando o sigilo bancário do primeiro-ministro.
Arranca esta quinta-feira o julgamento da Operação Marquês depois de mais de uma década desde o início da investigação e oito anos depois da acusação sair.
Os bancos visados pela multa da Autoridade da Concorrência fizeram mais de 50 recursos, alguns com mil páginas, e quando o risco de prescrição já era elevado encharcaram a juíza com centenas de "questões prévias", que a levaram a produzir 107 despachos. Como a litigância feroz da banca, a demora de dois anos a marcar o julgamento e um “detalhe” na nova lei levaram à prescrição da maior multa de sempre em Portugal.
O eurodeputado do PSD é o único jornalista (à altura dos factos) referido na acusação do Ministério Público.
A guerra fratricida dos juízes, os pormenores incríveis dos processos disciplinares, as jogadas de bastidores de magistrados, advogados e jornalistas, as escutas e queixas de corrupção, tudo isto e muito mais ficou registado em documentos e na memória de testemunhas privilegiadas. Entre 2015 e 2022, o Tribunal Central foi o mais influente e polémico do País.
Cumpre-se hoje, 21 de novembro, uma década que o ex-primeiro ministro foi detido. Acusado de corrupção, ainda não foi julgado. Recordamos os 10 momentos mais importantes da Operação Marquês.
Indignado com perguntas de assistentes e dos procuradores, Fernando Ulrich questionou muitas vezes o porquê de o tribunal "querer saber de um empréstimo de 100 milhões" e não de um buraco "de 20 mil milhões".
Da Lisboa de Carlos Moedas aos governos de Costa e Montenegro, das câmaras comunistas da Margem Sul às juntas do PS e do PSD, políticos de todos os quadrantes recusam mostrar como gastam o dinheiro dos cartões e fundos de maneio que têm nos gabinetes. Recorrem a serviços jurídicos pagos pelo Estado e chegam a invocar "reserva da vida privada". Esta é a história de uma odisseia que dura há dois anos e já originou 42 queixas, 21 processos judiciais e 6 sentenças.
As medidas anticorrupção anunciadas pelo Governo são o terceiro pacote nesta área em cinco anos. Não há avaliação do que foi feito.
São a maior minoria religiosa em Portugal e os números mostram que estão a crescer. Em várias frentes: dentro da Aliança Evangélica Portuguesa, que recusa ligações políticas, mas também entre as igrejas que chegaram do Brasil, uma delas fundada por um pastor que organizou uma manifestação a favor de Bolsonaro.
O jovem de 28 anos pode não ter uma carreira muito longa mas soma episódios polémicos, desde as discussões em direito ao envolvimento na operação Tutti Frutti e até um caso de suspeita de violência doméstica.
Durante meses a Operação Zarco teve o nome do navegador que o Infante D. Henrique escolheu para mandar na ilha, mas a direção da PJ decidiu escondê-lo para não ferir suscetibilidades. Nos quatro processos há suspeitas sobre centenas de milhões de euros de dinheiro público. Detidos devem começar hoje a ser ouvidos.
Inspetores entraram esta manhã em Santo António (que abrange a zona do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade) e não deixaram sair ninguém das instalações. Buscas estarão relacionadas com o processo Tutti Frutti. Buscas também em São Domingos de Benfica