Sábado – Pense por si

Fedorov e o dilema ucraniano

A "guerra assimétrica" com que a Ucrânia mudou a equação da agressão russa tinha em Fedorov uma das principais cabeças. A inovação tecnológica foi fundamental, mas Sirsky representa o lado mais pragmático e rígido de encarar o sacrifício militar. A queda do jovem ministro da Defesa mostrou que Zelensky percebe que uma guerra, mesmo com estes dados novos, continua ser uma guerra feita por militares. A Ucrânia já mostrou que consegue resistir a tudo. Resistirá, pois, a mais esta crise traumática.

Uma República sob ameaça

O “país excecional e indispensável” chega aos 250 anos com um Presidente que promoveu um ataque ao Capitólio. Não, não é um detalhe passageiro. Provavelmente, acabará mal.

Fazer o correto e perder o lugar

Enfrentar Trump é um imperativo moral para quem quer preservar a Democracia. Por estes dias, há autênticos heróis que o fazem no Partido Republicano. São poucos e dois dos mais relevantes (Tom Massie e Bill Cassidy) perderam as primárias por causa disso. Sabem, como no passado souberam McCain e Romney, que é muito mais importante defender a honra e a clareza democrática do que se agarrar a um lugar político que se extingue e é efémero. Haja quem ainda assim seja.

Já nem o drama lhe vale

Trump tenta ir de drama em drama para disfarçar a sua total e manifesta incapacidade de desenvolver políticas públicas estruturadas. Sem soluções para a inflação que ele próprio criou pela aventura irresponsável no Irão, o Presidente dos EUA afunda-se num segundo mandato errático, incompetente e impopular. Nada que não se adivinhasse. Só não viu quem não quis ver. Onde andavam no primeiro mandato?

Trump já não pode ser um perfeito idiota

Trump mantém a estratégia do caos para neutralizar a Democracia, porque sabe que é nesse caos que pode prosperar com a sua incapacidade e incompotência para governar bem. Só assim pode continuar a confundir milhões de norte-americanos: porque confusão é controlo. Mas teve que somar novos momentos TACO, o principal deles em Minneapolis. Atacar e matar cidadãos norte-americanos nas ruas do seu próprio país foi linha vermelha que até parte da sua base identificou. Só os EUA podem travar os EUA.

Diogo Barreto

Quem é quem na equipa de Trump?

Trump quis profissionalizar a sua equipa chamando dois pesos pesados da comunicação política, mas mantendo perto alguns dos seus colaboradores mais antigos (incluindo o seu caddie).

Toque de entrada

Uma crush por Kamala

Reconheço, na diversidade de universidades em que os pais de Kamala foram docentes precários ao longo dos anos sessenta, o esforço de tantas famílias em equilibrar a estabilidade nas rotinas com a necessidade do rendimento que põe a comida sobre a mesa.

Paulo Batista Ramos

Rússia lança armas de destabilização de massas sobre a Europa

Será natural que as eleições parlamentares europeias sejam alvo de uma vasta campanha de desinformação proveniente da Rússia. O objetivo será eleger o maior número de eurodeputados pró-Moscovo, eurocéticos, antiamericanos e antiguerra na Ucrânia. Putin pretende um bastião eleitoral cada vez maior em Bruxelas.

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