UGT e patrões dizem que negociação sobre alterações à lei laboral "não está concluída"
Esta terça-feira decorreu mais uma reunião no Ministério do Trabalho, em Lisboa.
Esta terça-feira decorreu mais uma reunião no Ministério do Trabalho, em Lisboa.
Armindo Monteiro espera concluir "este processo hoje" e disse que "assim que terminar este processo" a confederação vai propor "um plano" de rendimentos para aumentar os salários.
O Executivo tem tido várias reuniões técnicas com as quatro confederações patronais (CIP, CCP, CTP e CAP) e a UGT para negociar as mais de 100 alterações à lei laboral.
Entre um Governo “reformista” e uma Inspeção-Geral de Finanças aldrabona, vamos voltar à era dourada da rapina.
Protesto vai exigir o aumento de salários e pensões e visa ainda o pacote laboral apresentado pelo Governo.
Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, onde, além de anunciar medidas para mitigar os efeitos da guerra no Médio Oriente na economia, quis também sublinhar o que chamou de “agenda transformadora” do Governo.
Mariana Leitão apresentou disponibilidade para apresentar nomes para os órgãos externos do parlamento, recusando, contudo, fazer "jogos políticos".
Partido exigiu a retirada da proposta laboral.
Palma Ramalho indicou ainda que a discussão está agora em torno de "10 a 15 normas", que são "muito importantes", escusando-se, no entanto, a detalhar "o conteúdo" das medidas em causa.
António José Seguro já tinha defendido que o país precisa de "um acordo equilibrado" em matéria de legislação laboral.
Primeiro-ministro anuncia nova reunião no início da próxima semana com os parceiros sociais.
O presidente do Chega disse, em entrevista exclusiva ao NOW, que a reforma da lei laboral é um "fracasso" e que o responsável por isso é o primeiro-ministro. "Esta lógica, de estar sempre a governar assim, a procurar encostar os outros à parede, talvez tenha funcionado com Cavaco Silva nos anos 80, mas o mundo mudou, o país mudou e as pessoas hoje têm mais informação", considerou.
As confederações patronais concluíram esta segunda-feira que não há condições para acordo com a UGT e o Governo. As posições estão afastadas, independentemente de novas tentativas. O que implica a falta de acordo em concertação social?
Hugo Soares disse querer aguardar uma “posição final, quer do Governo, quer dos parceiros sociais”.
Perante as críticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou à UGT uma nova proposta com algumas cedências e novas medidas, mas reiterou que não está disponível para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as traves mestras das alterações anunciadas.
Rosário Palma Ramalho reconhece, todavia, que ainda há muito trabalho a fazer.