Sábado – Pense por si

José Pacheco Pereira
José Pacheco Pereira Professor
21 de janeiro de 2026 às 23:00

As eleições tristes

O PSD pode continuar a governar – embora devesse pensar por que razão tem de estar sempre a negociar com o Chega e o PS –, mas uma dinâmica de crescimento baseada nos seus princípios identitários acabou. O que não toma posição, abre as portas do que tem aos devoradores.

Com excepção do eleitorado de André Ventura, as eleições presidenciais são profundamente tristes para praticamente todos os apoiantes dos outros candidatos. O eleitorado de Marques Mendes passou da euforia inicial à tristeza. O de Seguro pode não estar triste, mas entusiasmado é que não está. O de Cotrim foi sempre a subir, mas acabou também enterrado nas “histórias” que surgem habitualmente nas campanhas. O de Gouveia e Melo entrou em grande, como vencedor seguro, e acabou penosamente fora, com Marques Mendes, do pelotão que se pensava poder ir à segunda volta. O de António Filipe, e não havia melhor candidato para o PCP, ainda não percebeu que anda há muito tempo a arrastar-se a seguir ao Bloco de Esquerda e que não se pode legitimar de forma ambígua a invasão da Ucrânia e depois falar de liberdade e democracia. O Bloco perdeu o glamour, ou seja, perdeu tudo. O Livre tinha um bom candidato para os debates e, depois, enredou-se completamente e ficou para último.Manuel João Vieira nem sequer graça teve. Nenhum, nem mesmo o que ganhou, Seguro, teve qualquer especial alegria.

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