Família de vítima do Elevador da Glória pede 1 milhão de euros à Carris
Ação já entrou no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa
Ação já entrou no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa
"Ainda bem que se está a trabalhar para apurar a realidade daquilo que possa ter acontecido e só depois, na posse da informação técnica e tudo aquilo que se possa apurar, é que nós comentaremos", afirmou o presidente da Carris, Rui Lopo.
Em causa estão buscas relacionadas com o acidente do elevador da Glória.
Operação para recolha de provas envolve mais de duas dezenas de inspetores.
Em causa acidente que no ano passado vitimou 16 pessoas.
Presidente do SPAC referiu que este "é um problema sério de saúde, não só para os tripulantes, mas também para os passageiros e pode afetar a segurança de um voo".
Empresa de manutenção do ascensor da Glória ainda presta serviços a elétricos em Lisboa e no Porto, mas já se equaciona o seu afastamento.
O Expresso noticiou que a Carris "deu informação errada à investigação do acidente com o elevador da Glória", já que entre a nota informativa do gabinete que está a investigar, divulgada três dias após a tragédia, e o relatório do preliminar, divulgado na segunda-feira, surge uma discrepância de datas.
O representante legal da MNTC -- Serviços Técnicos de Engenharia (MAIN) vai ser inquirido na qualidade de testemunha pelo MP.
Pedro de Britos Bogas esteve reunido com Carlos Moedas esta quarta-feira e apresentou a sua demissão.
A socialista lembrou que houve "uma falha grave no equipamento público de uma empresa municipal detida a 100% e tutelada pela Câmara".
O presidente da Câmara de Lisboa aponta para as causas técnicas "e não políticas" do acidente.
Num comunicado, a Carris destacou que o conselho de administração da empresa desconhecia “toda a factualidade descrita”.
Relatório preliminar fala em manutenção sem atualização técnica, falha nos sistemas de frenagem e ausência de supervisão.
O acidente com o elevador da Glória, ocorrido a 03 de setembro, causou 16 mortos e cerca de duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
Relatório recomenda à empresa responsável pelos ascensores de Lisboa que proceda também “a uma reavaliação e revisão do seu sistema de controlo interno".