O Homem Extraordinário (Ou a Olívia Patroa)
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
Ministro chamou vários jornalistas para conversas privadas. Luís Montenegro mandou-o aguentar a pressão mediática calado. Em Belém, António José Seguro fez telefonemas para confirmar algumas notícias publicadas.
Não é a primeira adaptação do poema épico de Homero, mas é a mais vistosa. E entre críticas e percalços, algumas polémicas têm sido também uma odisseia.
A simplificação administrativa deixou também de ser slogan e passou a ter métricas. O diagnóstico assumido pelo próprio ministro Adjunto e da Reforma do Estado foi cru: cerca de 356 horas para abrir uma empresa e mais 391 horas em obrigações burocráticas, ou seja, perto de 750 horas por ano perdidas em papelada, o equivalente a um terço do ano de trabalho de um empresário.
Uma associação sueca emprestou uma réplica de um dracar viking para as filmagens do épico de Christopher Nolan. Mas a embarcação foi devolvida com danos e a Universal é acusada de não os pagar. Produtora garante que liquidou todas as faturas.
O que une Luís Neves e Fernando Alexandre é uma cultura de desresponsabilização demasiado habitual. Um reúne documentos enquanto permanece no cargo perante uma investigação que envolve suspeitas de abuso de poder. O outro cria uma terceira oportunidade de exames para tentar reparar um sistema que nunca deveria ter falhado desta forma.
Neves é um meme ambulante, perdeu as condições institucionais para ser levado a sério em funções tão sérias. Será, já é, pasto para graçolas de café sobre tanques, atrelados e madeiras. Um ministro ainda podia alegar ignorância, distração, imprudência. Um ex-diretor da Polícia Judiciária, nunca: é o homem que sabia demais para poder dizer que não sabia.
O ministro da Administração Interna está há uma semana debaixo de fogo devido a várias decisões relacionadas com a empresa Construbarcelos.
Empresa que está a fazer obras na casa de Luís Neves e que fez obras na PJ está impedida de fazer obras enquanto não reativar o alvará.
O ministro da Administração Interna meteu água e sofre de um defeito terrível, que pode ser letal para quem não anda na vida pública e na política de trotineta: insensatez.
Luís Neves, o ministro que foi uma boa surpresa por não ser político, deu-nos agora a má surpresa: foi sempre político.
O jornalista Carlos Rodrigues Lima, a advogada Fernanda de Almeida Pinheiro e o presidente da Associação Frente Cívica Paulo Morais estiveram no NOW esta terça-feira para falar sobre a polémica em torno das obras na propriedade do atual Ministro da Administração Interna.
Em causa estão as obras realizadas num imóvel particular do ministro da Administração Interna, Luís Neves, na freguesia de São Teotónio.
Em causa obras com uma empresa que fez contratos milionários com a PJ e depois foi contratada pela empresa da mulher do ministro num monte alentejano da família.
Portugal representa apenas setenta e cinco por cento da produtividade média da União Europeia, e a IA surge como a alavanca escolhida para fechar essa lacuna.
Presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros (PS), decretou quarta-feira a situação de alerta no município.