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Donos de navio viking usado no filme Odisseia acusam a Universal de não pagar os estragos

Uma associação sueca emprestou uma réplica de um dracar viking para as filmagens do épico de Christopher Nolan. Mas a embarcação foi devolvida com danos e a Universal é acusada de não os pagar. Produtora garante que liquidou todas as faturas.

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A Odisseia (2026), de Christopher Nolan
A Odisseia (2026), de Christopher Nolan Universal Pictures

A associação sueca Vikingaleden acusa a Universal Pictures de não pagar as reparações do navio Glad av Gillberga, réplica de um dracar viking, no valor de seis mil dólares (cerca de 5.270 euros).

Segundo o , o navio regressou a casa com alguns danos após as filmagens, onde esteve durante seis meses, e a associação diz estar há um ano a aguardar pelo pagamento dos materiais utilizados nas obras de recuperação.

Numa altura em que se conhece a boa receção do filme nas bilheteiras internacionais, o valor parece curto para um gigante como a Universal Pictures que, numa declaração enviada à imprensa, garantiu que “todas as faturas relacionadas com o Glad av Gillberga foram pagas na íntegra, incluindo as reparações”, acrescentando que o estúdio e a produção já contactaram a associação para esclarecer o que classificam como um possível mal-entendido.

No entanto, Peter Olausson, presidente da Vikingaleden, afirma que a fatura está por pagar e que a associação apenas faturou os materiais utilizados nas reparações, não tendo cobrado a mão-de-obra dos voluntários. “Claro que a Universal pode pagar estes seis mil dólares. Sentimo-nos esquecidos”, lamentou.

Construído em 1998, o Glad av Gillberga é uma réplica de um dracar (tipo de embarcação utilizada pelos vikings) que naufragou no século XI e foi encontrado no fiorde de Roskilde, na Dinamarca. No filme de Nolan, foi usado como um dos navios de escolta da frota de Ulisses que tinha outra réplica ao serviço: o Draken Harald Hårfagre, com cerca de 35 metros de comprimento e o principal navio da produção, onde seguia o herói.

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