Dois Ministros, dois pesos e duas medidas
Portugal é um país sofisticado na arte da indignação seletiva. Temos uma balança para a incompetência dos adversários e outra, mais tolerante e almofadada, para as coincidências dos amigos.
Portugal é um país sofisticado na arte da indignação seletiva. Temos uma balança para a incompetência dos adversários e outra, mais tolerante e almofadada, para as coincidências dos amigos.
O ministro da Administração Interna meteu água e sofre de um defeito terrível, que pode ser letal para quem não anda na vida pública e na política de trotineta: insensatez.
O ministério que tritura ministros encontrou, finalmente, alguém que conhece a casa por dentro. Os primeiros meses de Luís Neves no MAI confirmam o instinto certo de Montenegro e devolvem ao cargo a competência técnica que vinha em falta.
Desmantelou a ETA em Portugal, coordenou uma das maiores operações de sempre da PJ e foi defendido pela esquerda em matérias de migração.
O bombeiro Dudu, os retiros espirituais e as calamidades do actor Ângelo Rodrigues, o bengali anónimo da Rua do Benformoso e o tailandês desconhecido apanhador de mirtilo nas estufas de Odemira, são a nossa realidade.
O presidente do PSD sugeriu que a realização de eleições influenciou a detenção do ex-banqueiro. "O azar de João Rendeiro foi haver eleições em Janeiro", escreveu.
No arranque da fase de instrução, Carlos Alexandre admitiu questionar o primeiro-ministro por escrito.
O juiz Carlos Alexandre quer ouvir o primeiro-ministro presencialmente. Os procuradores do processo quiseram-no ouvir durante a fase de inquérito, mas o director do DCIAP proibiu-os. Recorde esta investigação da SÁBADO.
As escutas telefónicas proporcionam um manancial de nomes de código. Nas milhares de páginas do caso, também se encontram situações de polícias apanhados a vigiar outros polícias e o major Vasco Brazão com um novo crime.
Em declarações ao Ministério Público, o major Vasco Brazão adiantou vários nomes: Marcelo, Miguel Sousa Tavares, Marques Mendes e José Miguel Júdice. Ex-ministro Azeredo Lopes foi acusado de quatro crimes.
Ministério Público ordenou a extração de uma certidão do processo de Tancos contra o tenente-general João Cordeiro por falsidade de testemunho. Estão em causa emails trocados com o ex-director da Polícia Judiciária Militar.
Tribunal da Relação de Lisboa voltou a dar razão ao MP em mais dois acórdãos, mantendo suspeitos do assalto em preventiva.
Dois ministros, um vice-almirante, um tenente coronel e o director da PJ saíram dos respectivos buracos institucionais para se congratularem com a apreensão de droga. Há uma semana, dois autarcas foram presos, mas ninguém falou
No acórdão que libertou o coronel Luís Vieira, apesar de o MP ter sublinhado que o militar estava a par do plano de encenação, juíza desembargadora apreciou o "tom militar" das respostas.
O juiz de instrução João Bártolo mantém as medidas de coação ao ex-director da Polícia Judiciária Militar, o coronel Luís Vieira, e João Paulino.
Não houve contactos bilaterais com elementos da Polícia Judiciária Militar nem "existe na Casa Civil ou na Casa Militar da Presidência da República qualquer documento relativo a operação de recuperação das armas de Tancos", garante Marcelo Rebelo de Sousa.