Sábado – Pense por si

Para quem se liga no Irão?

Trump nunca soube muito bem o que quer com a guerra ao Irão. Mas parece cada vez mais claro que tenta uma saída rápida que lhe permita decretar algum tipo de "vitória" (seja lá o que isso for). Netanyahu, com objetivos muito mais definidos, fará tudo para prolongar os EUA envolvidos na agressão. Pelo meio, Zelensky, percebendo os riscos das vantagens para a Rússia do aumento do preço dos combustíveis fósseis, fez jogada diplomática de mestre na Arábia Saudita.

Editorial

Consensos? Nem a mercearia resolvem

O que se descreve não é normal, não é regular, não é aceitável e não parece ser bom para ninguém, a começar pelo tão criticado “regime”. Mas se o regime se auto-destrata assim, não se pode queixar de quem não o respeita. A incapacidade para executar mecanismos básicos de substituição de pessoas em vários cargos, e que dependem de acordo parlamentar, não é uma mera burocracia, é um teste aos mecanismos que a Constituição estabeleceu e que sustentam na base a arquitetura democrática.

Retrato de Marcelo Rebelo de Sousa com um fato e gravata azul
Renata Lima Lobo

Marcelo Rebelo de Sousa: 10 anos em 100 imagens

Politicamente não gerou consensos, mas foi inegável o estilo próprio que desenhou, tanto em eventos oficiais, como junto das pessoas. Por diversas vezes, foi o rei do imprevisto e do improvável. Marcelo Rebelo de Sousa, o "presidente dos afetos", e o ponto de foco das "marselfies", dissolveu a Assembleia da República três vezes. Mas também derreteu corações.

Panorama

A indústria da zanga

Ser anti qualquer coisa é uma tática conhecida e a mobilização é frequentemente superior quando há circunstâncias de contexto que favorecem o ressentimento, a zanga ou a revolta. Se estamos zangados com algo, estamos mais ativados e propensos para certo comportamento.

O debate, em Lisboa, durou 75 minutos.
Bruno Faria Lopes

Seguro x Ventura: os sete temas de 75 minutos mornos

António José Seguro controlou genericamente um debate que não seria, à partida, decisivo para o desfecho das Presidenciais. Promulgará a reforma laboral se a UGT estiver a bordo, fará um primeiro Conselho de Estado sobre Defesa e vai tentar um "pacto" na Saúde. André Ventura mudou de opinião sobre o reforço dos poderes presidenciais, escorregou na Justiça - e falou quase sempre para a sua base eleitoral.

Visto de Bruxelas

As linhas com que a Europa se cose em 2026

A convergência de fatores externos e internos vai continuar a pressionar os decisores europeus à medida que o crescimento económico continua morno, a erosão de consensos e as pressões sobre os governos se intensificam, a competição por recursos naturais acelera, a crise climática não abranda e os ataques híbridos e a insegurança cibernética passam a ser mais frequentes.

Ursula von der Leyen, Santiago Pena e António Costa
Renata Lima Lobo

Está assinado o acordo UE-Mercosul

O histórico acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul cria a maior área de comércio livre do mundo.

O Canto das Políticas

Porque votar importa e, desta vez, em Seguro

A abstenção atual não nasce da ignorância e indecisão, mas da desilusão e elevada exigência diária, incluindo a leitura e reflexão. A abstenção não corrige o sistema, torna-o mais pobre. Menor participação fragiliza a legitimidade democrática e amplifica, pelo fenómeno da dispersão de votos, os extremos, amiúde fortemente organizados e hierarquizados.

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