“Não estava a ouvir”
O populismo só nos oferece isto: uma escolha entre diferentes variantes de aldrabões.
O populismo só nos oferece isto: uma escolha entre diferentes variantes de aldrabões.
Chama-se creches.app e foi criada por um pai que andava à procura de um berçário para pôr o seu bebé, que ainda não nasceu. É gratuita e já é utilizada por milhares de famílias.
O ministro demite-se, consta, se a auditoria lhe encontrar erro político. Só nessa condição. Marca-se uma época especial lá para setembro, cobra-se a reapreciação à parte e pede-se desculpa. Avancemos. É isso que sabemos fazer. Avançar. Confiamos muito, vivemos na certeza tranquila de que vai correr bem, e por isso não testamos, não verificamos, não ensaiamos para evitar o desastre.
Luís Neves, o ministro que foi uma boa surpresa por não ser político, deu-nos agora a má surpresa: foi sempre político.
O verdadeiro luxo deixou de ser o fio de água da piscina a perder-se no mar. É alguém que se lembra. Só que lembrar-se exige conhecer, conhecer exige tempo, e tempo é precisamente aquilo que um hotel com muitos quartos não tem para dar.
Do acerto final do imposto resulta uma de três situações: um contribuinte recebe um reembolso, entrega mais imposto ao Estado, ou nada tem a receber nem a entregar.
Portugal não precisa de menos pessoas. Precisa de menos aldrabice económica. Precisa de um Estado que saiba contar, planear e executar. Precisa de uma economia que deixe de tratar mão-de-obra barata como política industrial.
Do concerto de Baco Exu do Blues no Festival Jardins do Marquês à nova carta da Quinta do Quetzal, este fim de semana é feito para ver, ouvir e provar.
À aristocracia dos vencimentos mais altos – liderada pelo futebol, as maiores empresas cotadas e negócios como a advocacia – juntam-se os novos vencedores da economia: fundadores de unicórnios e barões de fundos. Muitos casos mostram que os maiores ganhos com o trabalho estão além do salário.
A bióloga Davina Falcão criou uma página para divulgar informação sobre estes répteis - e convencer as pessoas a não os quererem matar. Tem argumentos fortes: elas têm mais medo de nós e, salvo raras exceções, a sua mordida não faz mal. Pior é a de gatos e cães.
Estão a crescer e a ganhar influência, até a nível político, funcionando com códigos e liturgia própria. E ainda: deixar de ser vegetariano por razões de saúde; a bióloga que quer salvar as cobras.
Karl Lagerfeld deixou parte da fortuna à sua adorada felina. Sete anos após a morte do designer, a cuidadora do animal diz que não recebeu nada.
A Constituição não entrega ao Estado um poder ilimitado de arrecadar dinheiro.
Portugal, cheio de elefantes brancos “estruturantes”, é um país cronicamente desestruturado.
Uma fuga épica da corte, várias fugas à justiça, algumas fugas ao escrutínio público, e pistas para fugir daqui para espairecer: maio foi bom, e deixámos sugestões para que possa ser ainda melhor.