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A nova (e a velha) elite dos salários

À aristocracia dos vencimentos mais altos – liderada pelo futebol, as maiores empresas cotadas e negócios como a advocacia – juntam-se os novos vencedores da economia: fundadores de unicórnios e barões de fundos. Muitos casos mostram que os maiores ganhos com o trabalho estão além do salário.

A resposta à pergunta “quem recebeu no ano passado o salário mais alto em Portugal?” é aparentemente imediata: ninguém bateu o treinador de futebol José Mourinho. Os 4 milhões de euros anuais líquidos (cerca de 9.500 euros por dia) na primeira época no Benfica, um valor que o presidente do clube não desmentiu numa entrevista à TVI (“anda à volta disso”), corresponderam a cerca de 6 milhões de euros brutos. No mundo corporativo, só Pedro Soares dos Santos, o presidente do grupo de supermercados Jerónimo Martins, chegou relativamente perto, com um rendimento anual bruto de cinco milhões.

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