Sábado – Pense por si

Editorial

O escrutínio incomoda sempre muita gente

Uma democracia também se mede pela forma como quem manda reage quando é obrigado a prestar contas. É aí que os pequenos sinais de autoritarismo deixam de ser apenas isso, sinais. E é por isso que convém não esperar que o Chega mande fechar uma agência de notícias para perceber que alguma coisa começou de facto a correr mal.

A ausência de limites e o reforço positivo têm um contexto: os pais não querem ser autoritários como foram com eles, diz a especialista
Lucília Galha

Queremos mesmo "crianças felizes"?

O título é, obviamente, uma provocação, porque a educação positiva foi levada demasiado à letra - e há pais que acham que não podem dizer não aos filhos, ou sequer impor-lhes limites. A orientadora parental, Magda Gomes Dias, reeditou e atualizou a obra que publicou há 11 anos, porque o mundo mudou. E a parentalidade também.

Karnal vs Claude

Devemos ter medo da IA ou apenas ficar fascinado com o que aí vem? Claro que a resposta abrange as duas vertentes e muitas mais. Aprendamos, entretanto, com os alertas e as indignações de Julia Ioffe sobre Putin e sobretudo sobre Trump. Nunca normalizemos o atual Presidente dos EUA. Porque não, isto não é mesmo inevitável.

Por nossas mãos

E assim se partiu o vaso

Como em Portugal e muitos outros países, a política britânica fragmentou-se. No caso, não só se regista a ascensão da extrema-direita e o crescimento dos partidos nacionalistas no País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, como mais recentemente, o surgimento dos Verdes, pela esquerda do Labour. Isto desafia um sistema eleitoral com círculos uninominais, que favorece fortemente o bipartidarismo e o voto útil.

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