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Miguel Albuquerque alerta Lisboa que o PSD/Madeira "está sempre a ganhar"

XX Congresso Regional do PSD/Madeira decorre este fim de semana, no Funchal.

O líder do PSD/Madeira destacou este sábado que os sociais-democratas madeirenses vão continuar a colocar os interesses da região à frente dos partidários e alertou Lisboa que o partido tem na região um percurso eleitoral vitorioso.

Miguel Albuquerque, líder do PSD/Madeira
Miguel Albuquerque, líder do PSD/Madeira Gregório Cunha

"Atenção Lisboa: Estamos sempre a ganhar aqui", disse Miguel Albuquerque discursando no XX Congresso Regional do PSD/Madeira, que decorre hoje e no domingo, no Funchal, e confirma a sua liderança depois de ter sido reeleito nas eleições internas diretas que decorreram há um mês.

Numa reunião magna para o qual não foram convidados dirigentes nacionais do partido, o dirigente social-democrata insular salientou que o PSD "continua a garantir que a Madeira está em primeiro lugar, antes do partido", tendo vencido 12 atos eleitorais desde 2009.

"Para lembrar os esquecidos", enunciou que, "como partido de luta", o PSD/Madeira ganhou as legislativas regionais (2019, 2023, 2024 e 2025), quatro legislativas nacionais (2019, 2022, 2024 e 2025), duas europeias (2019 e 2024) e as autárquicas de 2021 e 2024.

Dirigiu-se às várias estruturas do partido e, falando para os deputados do PSD na Assembleia da República, destacou a "coragem que mostraram ao por em primeiro lugar os interesses da Madeira". "Tentaram humilhar-vos, mas vocês estavam sentados e os outros estavam de cócoras", declarou.

"Aos que anunciavam o fim do PSD/Madeira: continuamos a ganhar", vincou, sugerindo que continuem a "por velas a Santa Engrácia".

Miguel Albuquerque, que é também o presidente do Governo Regional da Madeira, salientou que os objetivos que constavam da moção de estratégia global apresentada no último congresso "foram todos cumpridos" e que "a oposição foi derrotada em toda a linha porque não tem capacidade para governar a Madeira".

O líder madeirense argumentou que o PSD "é um partido transversal, tem três gerações, foi quem em 50 anos fez as grandes transformações na Madeira" e foi quem "conquistou a autonomia, combateu o totalitarismo comunista e autoritarismo centralista".

"Não há revisionismo histórico que possa encobrir a nossa luta, coragem e conquistas ao longo de 50 anos", sustentou, acrescentando que também não permite "encobrir 50 anos de fracassos da oposição, sempre subordinada ao centralismo de Lisboa, nem tem qualquer projeto para o futuro" porque "são partidos de protesto, não de governo".

Miguel Albuquerque argumentou que "a luta não tem sido fácil" e que o partido e os seus dirigentes "são confrontados e atacados todos os dias nas redes sociais com o maior número de barbaridades" e com denúncias anónimas.

"Temos de continuar a lutar com coragem e sempre pela nossa autonomia", sublinhou, alertando os que querem ser consensuais que "é melhor irem para uma agência de modelos se querem é ter boa imagem".

O responsável do PSD/Madeira apresentou também a sua moção de estratégia global, intitulada "Madeira: Livre", argumentando que "a luta pela liberdade da Madeira não terminou e continua na ordem do dia" e apontou o caminho que o partido tem de seguir no próximo quadro temporal.

Indicando que os "caminhos são claros", Albuquerque referiu que é necessário o PSD/Madeira "garantir" estabilidade parlamentar e governativa" porque é "um partido de governo, não de protesto".

Manter a identidade do partido que tem valores autonomistas e uma história gloriosa, a revisão constitucional para "alargar os poderes democráticos dos parlamentos [...]- quer gostem ou não gostem" e "expurgar da Constituição dos últimos resquícios do colonialismo", como o cargo de representantes da republica, foram aspetos mencionados.

Também falou da necessidade de alterar a dignidade legal do Estatuto Político-Administrativo, rever a Lei de Finanças Regionais, garantir um quadro fiscal próprio para a região, criticando que a Fundo de Coesão seja indexado ao crescimento económico.

Censurou ainda o Estado por não assumir as suas responsabilidades nesta região autónoma ao nível da Educação e Saúde, entre outras que são mal asseguradas e com meios obsoletos e serviços sem condições, como as esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP).

A nível partidário, entre outros aspetos, Miguel Albuquerque disse que "quer tudo na rua" a contactar com a população e defendeu ser necessário "lutar contra o pessimismo".

A moção foi aprovada por unanimidade pelos congressistas.

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