António José Seguro critica “métodos que partem de falsidades” de André Ventura
“É intolerável na nossa democracia. [...] É um desrespeito pelos eleitores. Quando se passa para lá da linha vermelha, eu reajo”, explicou.
“É intolerável na nossa democracia. [...] É um desrespeito pelos eleitores. Quando se passa para lá da linha vermelha, eu reajo”, explicou.
O candidato à presidência da República António José Seguro esteve no NOW na noite desta terça-feira e explicou que criticou os métodos do adversário na corrida a Belém, “designadamente nas redes sociais, que partem de perceções, narrativas alternativas, insultos e falsidades”.
O candidato a Belém considerou que “A maior parte dos salários dos portugueses não são como o salário do ministro da Coesão Territorial e, portanto, não podem ficar dependentes do salário do mês passado”.
André Ventura, que tinha reclamado esta isenção nos últimos dias, considerou que "era o mínimo que podia ser feito".
"Nós vamos ter uma eleição em que de um lado vai estar André Ventura e, portanto, uma força política responsável, que defenda a democracia, que se empenha no robustecimento do estado social, na igualdade e na autonomia das pessoas, evidentemente que tem de mobilizar todos os votos contra Ventura e é o que o Bloco de Esquerda fará", garante o coordenador do partido, José Manuel Pureza.
Ventura não ganhará. E talvez fosse desejável que fizesse um percurso semelhante ao de Paulo Portas: não para se diluir numa voz indistinta, mas para, defendendo uma visão mais populista da sociedade, abandonar a verve de ameaça direta à democracia que hoje o define.
O candidato a Belém sustentou ainda que estes fundos, "tal como aconteceu no incêndios", têm que ser previamente ativados para poderem ser "rapidamente utilizados".
Se, nesta segunda volta, André Ventura não crescer significativamente para lá dos seus territórios tradicionais, sobretudo contra um candidato socialista, a “liderança da direita” só servirá como ornamento.
Chuva forte e vento intenso destrói dois painéis publicitários numa rotunda em Évora, um deles era da campanha de André Ventura.
É absolutamente necessário - mais, é verdadeiramente indispensável e vital - que a derrota de André Ventura nestas eleições seja esmagadora.
André Ventura recusou que as críticas façam parte de um aproveitamento político da situação, considerando que os políticos devem "apontar as falhas quando elas existem".
André Ventura insistiu, tal como no debate de quarta-feira, numa reflexão sobre a nomeação de vários altos cargos do Estado, nomeadamente a PGR.
António José Seguro controlou genericamente um debate que não seria, à partida, decisivo para o desfecho das Presidenciais. Promulgará a reforma laboral se a UGT estiver a bordo, fará um primeiro Conselho de Estado sobre Defesa e vai tentar um "pacto" na Saúde. André Ventura mudou de opinião sobre o reforço dos poderes presidenciais, escorregou na Justiça - e falou quase sempre para a sua base eleitoral.
Se, nesta segunda volta, André Ventura não crescer significativamente para lá dos seus territórios tradicionais, sobretudo contra um candidato socialista, a “liderança da direita” só servirá como ornamento.
O próximo Presidente da República deverá ser António José Seguro. A rejeição de André Ventura baixou consideravelmente nos últimos dois anos, mas ainda se situa acima dos 60%. O caminho de Seguro para Belém está, por isso, aberto. Ventura pode surpreender e atingir, a 8 de fevereiro, um valor na casa dos 40%. Se assim for, a segunda volta revelará dois vencedores: Seguro ganha a Presidência, o líder do Chega obtém patamar eleitoral que o pode colocar acima de Luís Montenegro. Ainda não é a rutura, mas já será um grande abalo para o regime.
O diretor geral editorial adjunto da Medialivre Eduardo Dâmaso considera que António José Seguro foi muito eficaz a “neutralizar André Ventura nalgumas matérias que este utiliza para afirmar o essencial da sua proposta política”.