Operação Marquês: ex-ministro Mário Lino diz que foi ideia sua antecipar concurso do TGV
Antigo responsável pela pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no primeiro Governo de José Sócrates contradiz o Ministério Público.
Antigo responsável pela pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no primeiro Governo de José Sócrates contradiz o Ministério Público.
Em declarações aos jornalistas à chegada ao Campus de Justiça, esta terça-feira, para mais uma sessão da Operação Marquês, José Sócrates criticou o atual advogado, Luís Carlos Esteves, declarando que não confia nele. "Este advogado não me representa. Não me dirijo a ele sequer", afirmou.
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, regressa esta quinta-feira a tribunal no âmbito da Operação Marquês. Foi o próprio que pediu para ser novamente ouvido, um ano após as últimas declarações.
João Paulo Batalha, vice-presidente da Frente Cívica, discorda da decisão do tribunal que condenou o Estado português a pagar 15 mil euros a José Sócrates por violação de segredos de justiça.
A indemnização é consequência de má administração da justiça no processo Operação Marquês.
Questionado pela juíza sobre o sofrimento psicológico por que passou, José Sócrates, de 68 anos, escusou-se a dar pormenores, por não querer permitir "uma humilhação" pública.
Em causa está a alegada violação pelo Ministério Público dos prazos para a conclusão do inquérito, comprometendo assim o direito do ex-governante a uma decisão judicial num prazo razoável.
João Massano esteve no NOW esta quarta-feira depois de o Tribunal Administrativo ter suspendido a nomeação de advogado oficioso para representar José Sócrates. Na providência cautelar, o antigo primeiro-ministro sustenta parte da argumentação em João Massano e fala mesmo numa "inimizade". "O que eu posso garantir é que os meus direitos privados, os meus direitos à minha intimidade e à minha vida privada vão ser salvaguardados, se preciso for, em tribunal", garantiu João Massano, no NOW.
Há quem queira confundir, nos tempos que correm, escrutínio com voyeurismo, porque falar de dinheiros de primos, para alguns, é irrazoável. O primo, aliás, os primos, no plural, de José Sócrates, gostarão de saber
O ex-primeiro-ministro está sob vigilância há largos meses. O Ministério Público pondera detê-lo para interrogatório e constitui-lo arguido. Outros suspeitos são o primo que apareceuno caso Freeport e o amigo que comprouas casas da mãe de José Sócrates.
O alegado enorme estadista, que continua a ser elogiado na esquerda lusa, tem currículo mas sobretudo um cadastro que, visto do País que está a julgar José Sócrates, deveria condená-lo a, no mínimo, uma distância política higiénica.
O musical satírico “Sr. Engenheiro – Alegadamente um Musical" estreia esta quarta-feira, 1 de abril, no Teatro Tivoli, em Lisboa. "Já conhecemos a história e só nos resta rir," diz o encenador, Rui Melo.
Há países onde a justiça é cega. Em Portugal, no caso de José Sócrates, é sobretudo paciente. Paciente ao ponto de já roçar o estoicismo. Ou a resignação. Na verdade, é mais o mosoquismo.
Notícia surge depois de Marco António Amaro ter renunciado ao cargo.
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Marco António Amaro era o oitavo representante do ex-primeiro-ministro no caso da Operação Marquês.