Pelo menos 14 mortos em explosão em armazém de armas na Síria
Uma forte explosão atingiu um armazém de armas, esta quarta-feira, perto de Sarmada, na província de Idlib, no noroeste da Síria, criando uma enorme coluna de fumo negro no local.
Uma forte explosão atingiu um armazém de armas, esta quarta-feira, perto de Sarmada, na província de Idlib, no noroeste da Síria, criando uma enorme coluna de fumo negro no local.
Uma forte explosão atingiu a cidade de Idlib, no noroeste da Síria. Um veículo carregado de munições explodiu, provocando pelo menos cinco mortos e cinco feridos, segundo as autoridades locais.
O que deve fazer para quando chegar a altura da reforma e como se deve manter ativo. E ainda: reportagem na Síria; ao telefone com o ator Rafael Ferreira.
Foi sempre a cidade que Bashar al-Assad não conseguiu dominar. Ahmed al-Sharaa tomou o poder da região como um terrorista ligado à Al-Qaeda que raptava cristãos e executava prostitutas. Há um ano, saíu de lá mais moderado para derrubar o regime e assumir os destinos do país. O que se passou em Idlib para o presidente mudar?
Ahmed al-Sharaa tem uma Constituição à medida da ambição que o levou da guerra jihadista à pose de estadista conciliador. Os 1.500 alauitas mortos em cinco dias mostram que o puzzle ainda é explosivo.
As novas autoridades sírias, lideradas por Mohamed al-Bashir como primeiro-ministro interino, manifestaram o desejo de estabelecer boas relações com a comunidade internacional e afirmaram que irão proteger os direitos de todas as pessoas.
Desde a queda de Bashar al-Assad foram descobertas na Síria várias instalações de fabrico de captagon, que ajudaram a florescer um comércio global anual de 10.000 milhões de dólares (9.550 milhões de euros) desta droga altamente viciante, que era sobretudo traficada para os países vizinhos do mundo árabe.
"População da Síria livre, a vitória é uma grande responsabilidade e é uma responsabilidade de todos nós", afirmou Mohamed al-Bashir, numa das suas primeiras declarações no novo cargo.
A queda de Assad surge ao retardador de uma Primavera Árabe longínqua num calendário hoje dominado por muitas outras inquietações. O futuro da Síria passou a ser ainda mais imprevisível.
Segundo o aiatolá Ali Khamenei, o governo de um país vizinho da Síria também "desempenhou um papel claro no que está a acontecer", no que se crê ser uma referência à Turquia.
Al-Bashir administrou o Governo de Salvação de Idlib, instalado pelos rebeldes ao regime de Assad em 2016 em zonas por eles dominadas.
Grupo vai anunciar em breve uma lista de alvos.
Tudo aponta que será o HTS a assumir o poder na Síria, após a queda do regime de Bashar al-Assad. Contudo, a luta de diversos grupos de rebeldes poderá resultar num cenário mais uma vez catastrófico para o povo sírio.
Herdeiro do poder conquistado pelo pai, Hafez al-Assad, em 1970, Bashar não conseguiu sobreviver a uma guerra civil que se prolongava desde 2011. Fugido do país, será para a minoria alauita, a que pertence, que os rebeldes sírios se vão voltar.
Filho de uma professora e de um economista, ligou-se ao jihadismo depois de a família o afastar de uma mulher. Esteve preso numa incubadora de terroristas e agora, apresenta-se como um conciliador. Será?
Bashar al-Assad mantém-se na capital. Rússia e Síria estão a atacar militantes do Hayat Tahrir al-Sham, mas Moscovo já ordenou aos seus cidadãos que saíssem da Síria.